May 31, 2006

novo dicionario da lingua portuguesa, revisto e editado.

Via Quarta República (link ao lado):

Lisboa, 31 Mai (Lusa) - Um projecto de resolução apresentado pelo PSD na Assembleia da República pretende instituir o dia 06 de Junho como o "Dia Nacional do Cão", um animal que, diz o partido, vive junto do Homem desde a pré-história. No projecto, a que a agência Lusa teve acesso, os deputados do PSD consideram importante instituir no calendário oficial um dia "dedicado à sensibilização de todos para o importante papel que a relação com os cães" tem na vida do Homem, dia "que pode ser particularmente interessante para uma importante pedagogia de valores de cidadania a incutir nas crianças e nos jovens". Por esse motivo, sugerem os social-democratas, o "Dia Nacional do Cão" deveria ser o mais próximo possível do "Dia da Criança", que se comemora a 01 de Junho...

No post anterior questionava-me sobre um possível sinónimo de "bandalho". Acho que com este devo ir à procura de novo sinónimo para "bandalheira".

May 30, 2006

"Deputados alteram agenda parlamentar para assistir ao jogo Portugal-México", diz um título do Público Online de hoje. "'Não prejudicamos os trabalhos da Assembleia da República. Ao transferir o plenário para de manhã e realizando as comissões depois do jogo, cumpriremos toda a nossa agenda de trabalhos', sublinhou o vice-presidente da bancada parlamentar socialista José Junqueiro", lê-se mais à frente.

Acho óptimo. Acho tão bem que talvez devêssemos todos seguir o exemplo dos nossos estimados deputados e, a partir de agora, deveremos chegar ao nosso superior hierárquico/chefe de repartição e afirmar loquazmente "Ó chefe! amanhã não venho da parte da tarde, mas não há azar porque de manhã ligo para quem tenho de telefonar e venho depois de jantar tratar da papelada, e assim o trabalho não sofre!".
Poderemos até levar o exemplo mais longe e passar a trabalhar apenas nos meses mais frios do ano durante doze horas por dia, e depois ficamos com 4 ou 5 meses quentinhos livres para trabalhar pró bronze.

Aposto se procurar em qualquer dicionário de sinónimos o significado do termo "Bandalho" vem lá de certezinha a expressão "deputado português".

life...

May 26, 2006

coisas da terra

Vi há pouco nas notícias que uma Sra. Judoca (Telma Monteiro) se sagrou campeã europeia de judo. Trés Bien.
A notícia quase passou despercebida de pequenina que era. As notícias GRANDES falam das derrotas da selecção de futebol sub-21, das esperanças da selecção de futebol sobre-21, da contratação de um qualquer cromo da bola para o Benfica, do novo treinaddor do Benfica... isto é, da Bola.

Desporto em Portugal é Bola. Podemos ter bons judocas, velejadores, atiradores, pilotos, voleibolistas ou o diabo a sete, mas é redondinha que conta. O resto é paisagem.

Porquê? É uma questão de popularidade? De vontade das Massas? Eu que não ligo pêva ao desporto - seja ele qual for - tenho uma certa dificuldade em perceber porque é que se faz uma festarola enorme porque uma qualquer equipa da bola ganha uma competição, e a conquista de um título por uma senhora de roupão danada para a pancadaria é olimpicamente ignorada.

May 23, 2006

geografia

No meu tempo era chato à brava estudar Geografia. Na primária, além das regiões de Portugal Continental, como o Minho e Trás-os-Montes, tinham de se aprender as linhas férreas de Angola, os rios de Moçambique e as ilhas de Cabo Verde. O facto de Portugal ser um império era uma seca. Depois, a meio da primária, deu-se o 25 de Abril e Portugal encolheu. Foi lavado a uma temperatura demasiado elevada.
Como para os professores, alegremente em auto-gestão, a matéria também soava a salazarenta, deixaram-se as linhas férreas e outros meios de transporte como os fluviais e a matéria simplificou-se muito.

Mas se nessa altura a disciplina era difícil de empinar, agora a coisa complica-se sobremaneira. Hoje qualquer aluno entra na sala de aula desprevenido e, pimba!, leva com um novo país no crânio: "Meninos, esqueçam a aula de ontem e escrevam nos vossos caderninhos pautados que nasceu um novo país - o Montenegro: os seus habitantes, os mon-te-ne-gri-nos...". Já não bastava o Alto Volta, o Congo, a Birmânia e mais meia-dúzia deles terem mudado de nome, como ainda por cima surgem Bielorússias (fronteira com a Valvolinalândia), Estónias e Checas assim sem mais nem menos. Imaginem o desânimo do pobre rapaz que faltou, com gripe, a uma semana de aulas e se vê defrontado com todo um novo mundo político e geográfico.
Isto para não falar dessa pobre classe trabalhadora, os comentadores políticos, que se vêem a braços com dezenas de novos primeiro-ministros, presidentes, ministros, sobas e toda a sua História para analisar, decorar e, no fim, dizerem o seu chorrilho de banalidades sobre um sítio que não lhes interessa a mínima.

Devia-se criar uma regra qualquer, que estabelecesse períodos específicos para declarações de independência, talvez sob a égide da ONU, para facilitar a vida a todos os estudantes, jornalistas e ao Nuno Rogeiro.

May 18, 2006

vanitas...

Nesta altura abrem-se as páginas de qualquer pasquim e aquilo que se lê ou está relacionado com o livro de Carrilho, ou com as escolhas de Scolari para a selecção. Normalmente para dizer mal de um e de outro e, no caso da selecção - assunto de importância estratégica para a Nação - para apresentar as diferentes escolhas que faria o comentador-jornalista-político-economista-almeida-chef.

Neste país dizer mal é O Desporto Nacional. Todos dizemos mal. De tudo e de todos. Dizemos mal do Governo, da Saúde, da Justiça, da Selecção, da Limpeza Pública, do Trânsito, do Cão da Vizinha, de Deus e do raio-que-nos-parta. E, fundamentados ou não, apresentamos soluções fabulosas (na verdadeira acepção da palavra) para tudo e mais alguma coisa. A "comunidade bloguista" é um bom exemplo disso.

É fácil e indolor, dizer mal. Infelizmente, muitas vezes não é inodoro.

O mais engraçado é observar os maledicentes, verdadeiros "especialistas dos grandes males da nação", serem totalmente incapazes de resolver os pequenos (por comparação) problemas com que se enfrentam diariamente no trabalho, em casa, no ambiente familiar, etc. Um qualquer Catedrático em Politiquês, no preciso momento em que rebenta um cano em casa nem se lembra da palavra "canalizador", quanto mais estancar a fuga. Se o filho tem problemas na escola culpa imediatamente o Sistema Escolar, sem pensar se pode fazer alguma coisa pelo rebento em casa, apoiando-o no estudo ou seja lá o que for.
Esta atitude observa-se em todas as classes sociais do país, desde o pedreiro que "sabe" de energia nuclear ao político que caiu na pasta de Obras Públicas de pára-quedas, mas ninguém lhe explicou como é que raio é que a pastita afinal se abre.

E, como bom tuga que sou, aqui estou eu a dizer mal.

lendo...

May 16, 2006

Isto de ser pai tem muito que se lhe diga. O meu filhote mais velho - 11 anos de disparates e de sentido de humor retorcido - foi uma semana para fora com os colegas da escola. Um desses disparates de "viagem de fim de curso" no 5º ano. Vai passar uma semana regalado algures em Espanha, segundo dizem com neve, cavalos and so on.

À parte as preocupações do costume - esperemos que não aconteça nada no percurso de camioneta, esperemos que a comida seja alguma coisa de jeito, esperemos que não cheire muito mal quando chegar - a grande verdade é que o puto me faz uma falta desgraçada.

Estou cheio de saudades!

May 12, 2006

a proposito da maternidade

De um lado, lembrou-se o Estado de encerrar meia-dúzia de maternidades onde apenas nasciam uma dezena de crianças por ano, com o argumento de racionalizar custos e recursos. Do outro lado da barricada, levantaram-se as vozes das populações, autarcas e demais atingidos pela medida, reclamando o direito de nascer na sua terra.

Não conheço o problema o suficiente para o poder debater seriamente. A não ser numa pequena questão.

Todos os governos sem excepção clamam que é necessário combater a desertificação do Interior. Cavaco lançou os projectos rodoviários, por exemplo, com esse argumento. Guterres continuou a obra dos governos anteriores com esse argumento. Sócrates defende as SCUT com esse mesmo argumento. Revelou-se que, afinal, as auto-estradas só ajudaram as populações a sair mais depressa do interior do país em direcção à orla costeira, muitas vezes marrando mortalmente umas nas outras.
A desertificação do Interior só se combate dando às populações aí residentes as mesmas condições que teriam no resto do país: condições de trabalho, condições salariais, condições de segurança, acesso a escolas e a outros equipamentos básicos para o seu bem-estar... como uma simples maternidade. Ou uma piscina.
Se um casal jovem, beirão, alentejano ou transmontano, decidir constituir família e se deparar com a ausência daquilo que lhe permite garantir o nascimento e crescimento saudável de um putativo rebento - seja a maternidade, o infantário ou um vendedor confiável de xanax - das duas uma: ou não procria, ou muda-se para Lisboa, para o Porto ou, com o azar costumeiro do portuga, para o Cacém.

Aquilo que a medida socratiana revela é, antes de mais, uma total falta de ideias para o país e para o seu futuro.

May 08, 2006

"crescei e multiplicai-vos..."

... disse o senhor... primeiro-ministro. "Se não o fizerdes, sentireis a minha ira, através de impostos ainda mais altos".
E o senhor, olhando com tristeza para o buraco financeiro onde a segurança social está enfiada, chorou. Depois, cansado que está dos primeiros sete dias de governo, a que o seu povo chama a criação, atirou aos fiéis a solução mais fácil. Taxem-se os inférteis.

Por muito que o governo queira, não é sobretaxando aqueles que não têm filhos, ou só um, que resolve qualquer problema de pouca natalidade nacional. Também não o consegue se recompensar aqueles que têm gene de coelhinho e crias à patada, seja através de subsídios - o abono de família ou outro - seja através de cheques-compra nas lojas Chicco.
Não sei se o PM já reparou, mas o problema não é apenas nacional: grassa através de todo o "primeiro mundo". As taxas de natalidade da Alemanha são tão baixas que os alemães já recebem um fundo especial do World Wildlife Fund; em França fornicam que nem taradinhos mas, como povo avançado que são, já descobriram "la pilule"; os belgas já quase nem existem, mas ninguém vai dar por isso de qualquer modo, portanto tanto faz.

O problema não tem origens económicas mas sim sociais. Tem a ver com o papel da mulher em casa e no local de trabalho. Tem a ver com os vários métodos contraceptivos. Tem a ver com novos modelos de família que se estão a formar na sociedade ocidental. Tem a ver com os valores sociais que nos regem. Tem a ver com a evolução social, com as alterações que sofreu no século XIX durante a revolução industrial e que se desenvolveram após ambas as guerras mundias. E por aí fora. É uma questão sociológica, relacionada com tudo isto e com os níveis de conforto e independência que aprendemos a ter direito.
Evidentemente que para os portugueses, para além de tudo isto, temos que adicionar a crónica falta de dinheiro, o sobreendividamento familiar, o mau sistema de ensino que obriga uma família a gastar rios de dinheiro seja em escolas particulares, infantários ou em livros que só dão para um dos rebentos "que para o ano já ensinam uma coisa diferente lá na escola", etc.

Por muito que o PM queira, nada disto se resolve por decreto, ou pela emissão de impostos ou subsídios especiais. Há soluções, mas todas elas são muito demoradas e, para nós, onerosas. Implica mexer nas regras do mercado de trabalho, nas leis de licença de parto, nos incentivos ao teletrabalho e assim sucessivamente.
Se querem pôr os portugueses - de preferência as portuguesas - a parir tem de se modificar a forma de pensar a organização da sociedade. Taxar é, como sempre, estúpido; estúpido.

May 05, 2006

leituras


Gosto de ler jornais. A sério. Gosto de folhear de trás para a frente e de frente para trás, gosto do cheiro da tinta e do som do papel enquanto se folheia. Ler, seja um jornal ou um livro, ou mesmo as páginas amarelas, é um acto intelectual e sensorial. 'Tá bem, ler o Tal & Qual é só sensorial.
Não gosto de ler seja o que for que implique algum tempo de leitura online. No monitor. Cansa-me. Cansa-me os olhos, as costas, a paciência e a beleza. Não posso agarrar no portátil e escolher as minhas posições de leitura preferidas no sofá, que já me valeram várias propostas para integrar um circo chinês.
Ler no computador só tem uma vantagem: não fico com tinta agarrada até aos cotovelos.

diario

"Querido Diário"... sempre adorei esta expressão. Vá-se lá saber porquê mas faz-me sempre lembrar a Margarida e as três sobrinhas.
Isto a propósito do blog. Deste blog, mais precisamente. O Porque Sim, sim. Não tenho tido tempo de escrever, de pensar em nada senão em trabalho. Ainda hoje estive numa reunião de três horas e meia de onde trouxe mais ou menos 182 quilos dele. Se os juntar à tonelada e meia que já tenho em atraso, a coisa torna-se preocupante. Isto só me aborrece porque não tenho tempo de "postar", o que deveria acontecer diariamente (hence this post's title). Pois pode-se dizer que têm sido umas duas ou três semanas de inferno. Se juntar a isto os problemas inerentes à gestão de uma empresa, as fricções com os colegas - detesto o termo "subordinados" - e a falta crónica de açúcar na agência, que me impede de consumir café às banheiras (daquelas em esmalte com 4 patinhas de leão), a coisa torna-se bastante grave.

Felizmente, também tem tido os seus lados positivos: consegui bater uma agência concorrente, bem boa por sinal, que andava a meter o delicado pézinho na minha coutada; saiu finalmente para os meios uma campanha que estava em preparação há 6 meses e não houve nada que corresse mal (esta é inédita); trabalhei finalmente em dupla - publicitês para equipa - com uma miudita meio amalucada que se revelou muito boa profissional (NR: tenho de ter algum cuidado com o que digo porque a miudita vem às vezes espreitar aqui dentro), criativa e, pareceu-me, responsável. Deu gozo.

Ah, é verdade! Soube hoje por telefone que a minha família ainda se lembra de mim. Pas mal.

May 03, 2006

nota #1

Não esquecer de terminar o contrato com a TV Cabo antes de começar o Mundial 2006.

May 01, 2006

you've got mail

Recebi um mail com o assunto - aquele campo do "subject" - intitulado "Sad to have a small penis". Assim. Pimba. Sem aviso prévio.
Recebo ocasionalmente uma série de mails do mesmo cariz educativo, normalamente intitulados "Viagra - the solution to your Problem!".
Das duas uma: ou os meus antigos relacionamentos andam a badalar por tudo quanto é mundo fora, ou o homem macho não é mais que um conjunto de complexos centrados na região imediatamente abaixo do Equador.

April 28, 2006

April 25, 2006

vinte-e-cinco


Devo confessar que nunca celebro o 25 de Abril. Quando o evento se deu era demasiado pequeno para perceber a sua dimensão (se bem que adorava colocar bombinhas de um escudo debaixo do Action Man para simular aquilo que se via nos filmes), agora sou demasiado cínico para ir em conversas.
Não gosto daquilo em que o "25 de Abril" - a expressão - se converteu, seja numa frase gasta do PCP (as conquistas do...), seja enquanto representação terminal da liberdade e democracia - estas ou se conquistam, e merecem, todos os dias ou correm o risco de morrer à míngua. Não sou apreciador da pompa e, principalmente, circunstância com que o dia é celebrado oficialmente: um discurso vazio e redondo do Presidente, uma parada empobrecida das Forças Armadas (a relembrar o Fevereiro soviético) ou as poses ridículas do Parlamento.

Gozo o feriado e já vou com sorte.

Mas há afirmações de um determinado personagem que me irritam particularmente. Alberto João Jardim, o soba da Madeira, tem o mau hábito de vilipendiar o dia da forma mais baixa, apesar de celebrar o feriado e dar ponte aos seus funcionários. Jardim esquece-se que, apesar de tudo, foi essa revolução que insulta que lhe permite ser o dirigentezinho que é, que lhe permite dizer as alarvidades que diz e ter os comportamentos que tem. Falasse ele ao poder do "contenente" desta forma no tempo da Outra Senhora e teria concerteza direito a um bilhetito de ida até ao escritório mais próximo da DGS, seguido de uma viagem gratuita a um qualquer Spa na Guiné ou em Angola.

É fácil ser demagogo e falar de barriga cheia.

April 24, 2006

passeios

Hoje fui a Portalegre... em trabalho, ok?
Meti-me na A2, saí na A-não-sei-quê para Évora, apanhei o IP2 em Estremoz em direcção a Portalegre e, mirabile visu, fui o caminho todo a deliciar-me com o verde dos campos alentejanos - pontilhado pelo amarelo e branco dos malmequeres e pelo violeta da alfazema (ou coisa que o valha) - com as vacasoscarneiroseosporcos e dei comigo a pensar:

"Publicidade... hã hã... design gráfico... yá... problemas com os meios... pois... devia era largar Lisboa, arranjar um monte, criar porcos ou lá que era aquilo à beira da presa e ter um tipo de vida verdadeiramente feliz".

É pena não perceber nada de horta.

ainda o carrilho

O sôr Manuel Maria, não contente com o ter faltado à sessão de câmara noticiada, enviou no passado Sábado um e-mail a todos(?) os funcionários da Câmara a justificar a sua ausência. Justifica-se a dita alimária com a necessidade de estar presente no Parlamento. Como não pôs os pés no Parlamento, deve pensar que os ditos funcionários são, no mínimo, parvos. Não contente com isso, a sua justificação tem a duração de um parágrafo, sendo o restante e-mail (cerca de duas páginas) usado para tentar a demonstrar a incompetência da presidência da CML.

A minha avó costumava dizer que as pessoas deviam ter vergonha na cara. O que diria a avó do sôr Manuel Maria?

April 21, 2006

moda

Ouvi de raspão, no outro dia, que "está na moda arrear nos políticos…". Isto a propósito da falta de Carrilho à sessão de Câmara que, presumivelmente, faria entrar mais 1600 funcionários para os quadros definitivos da CML.

Não sei se não deveríamos agradecer a falta do Manuel Maria…

Infelizmente, conheço bem os meadros da CêMêLê e, desde tomou posse, o sôr Manuel Maria, político denodado que quis presidir aos destinos da dita Câmara Municipal por se preocupar tanto com a cidade e seus cidadãos, raramente põe os pézitos na Câmara, seja nas sessões de Câmara, na Assembleia Municipal ou no seu gabinete. Não vai lá. Ponto. Talvez por ser um cargo menor, que não lhe dá visiblidade política. Talvez por ser inútil. Porque é uma chatice. Porque a Bárbara está à espera e é muito mais gira. Porque não lhe apetece.

O sôr Manuel Maria esquece-se de que é pago pelos seus concidadãos para lá ir. Para trabalhar e fazer o que puder pela cidade. Como é pago pelos mesmos para ir ao Parlamento. Para votar e trabalhar em prol da Nação. O sôr Manuel Maria, quando falta ao trabalho, transforma-se num aldrabão, que ludibria os seus concidadãos para lhe pagarem dois salários que não merece, que não faz nada para receber.

Não se pode despedir os políticos?