July 30, 2006

piratas


Fui ver. Gostei. Ri-me bastante e a filharada também. Uma boa tarde, portanto.

July 28, 2006

domenico ghirlandaio


Um quadro que, se fosse pintado hoje em dia, seria muuuuito polémico.

graças a deus que a semana acabou

consequências

Todas as decisões têm consequências. Para o bem e para o mal. A partir de Segunda-feira, tenho de começar a aceitá-las.

De bom grado.

July 27, 2006

Bom Dia!

Este foi um bom dia para tomar decisões. Foram várias. Soube bem. Principalmente a última. Amanhã continuo.

July 22, 2006

alarm! alarm!

A Comunicação Social descobriu que o Paracetamol pode matar! Destrói o fígado por inteiro! Rebenta-nos com as entranhas! E cura a dor de cabeça.
Aquilo que a Comunicação Social se esqueceu de dizer foi que os objectos de estudo - as cobaias humanas - para apresentarem sintomas que levam a indícios de destruição do fígado, tiveram que ingerir uma quantidade tal de paracetamol que as acções do laboratório que forneceu os comprimidos subiram 14% em Nova Iorque. Se tivessem ingerido a mesma quantidade de JB não só teriam ficado sem fígado, como o cérebro os teria mandado de vez para o país das maravilhas e as respectivas esposas teriam todas recebido o subsídio de viuvez.

Vivam os nossos jornalistas, classe completamente acéfala e incompetente. Dantes era só na silly season, mas a coisa tem-se vindo a alargar ao resto do ano.

July 19, 2006

big brother


Tive hoje novo contacto com a realidade Microsoft. Pediu-me hoje uma pessoa para entrar em contacto com ela para discutirmos um trabalho que está pendente. Lá expliquei, por e-mail, que não tenho o Messenger no meu computador mas vá lá 'tá bem eu faço o download e instalo a coisa que é por uma boa causa.

Lá fui eu todo pimpão ao site da Microsoft para Macintosh procurar o programita-de-dar-à-língua-com-o-dedo, descarreguei-o (só os pedantes é que fazem download), e tentei fazer sign in (e quem é que disse que eu não era pedante?).

Problema 1: tenho de me registar no universo Passport

Lá procurei a página de registo, pus o meu e-mail - do gmail - e escolhi uma password. Após tudo isto tentei fazer sign in outra vez.

Problema dois: tenho de aguardar um e-mail de confirmação da Microsoft para poder entrar na coisa.

Espero.

Continuo a esperar.

Desespero.

Desisto e decido criar um e-mail do Hotmail, que nunca virei a usar na vida, só para despachar a coisa.

Faço sign in. A pessoa com quem precisava de falar, logicamente, foi tratar da sua vida e já não estava online.

Isto tudo passou-se às sete da tarde. Recebi o famoso e-mail da Microsoft às 21h08. Fantástico. Com este tipo de serviço até parece que a PT comprou a Microsoft.
Já tinha desistido de vez do Word e do Powerpoint. Não é de surpreender que use um Macintosh em vez de uma coisa qualquer com Windows.

July 18, 2006

Lewis Carroll

If you don't know where you are going, any road will get you there.

July 17, 2006

lendo...



Às vezes dá-me p'ra isto.

July 12, 2006

a cariatide caida


Neste momento, compreedo Rodin tão bem...

calor



Com este tempo infernal só apetece largar tudo e despejar meia-dúzia de loiras - e eu até prefiro morenas.

July 06, 2006

portugalidades

A estória, posta de uma forma simples, é assim:

Capítulo I - Uma investigadora da universidade de Coimbra  quer abrir o túmulo de D. Afonso Henriques para poder estudar melhor um homem de importância histórica para Portugal, falecido há um horror de anos.

Capítulo II - O IPPAR resolveu proibir a abertura do túmulo por que não foi consultado.

Mais capítulos se seguirão, mas pode-se comentar a novela já.
Tendo em conta que sabemos tanto sobre o nosso primeiro rei como sabemos sobre vida extraterrestre, é de louvar que alguém queira estudar o assunto. Os egípcios sabem a altura de reis de há 3000 anos atrás mas nós continuamos a teorizar se o homem media 1,60m ou 2m. Abra-se a caixa, meça-se, descubra-se de que morreu o desgraçado, se fumava ou não... em suma, investigue-se como deve ser.

Mas o IPPAR não deixa. Porque não foi consultado. Porque lhe retiraram importância. Em vez de perguntar à senhora investigadora qual o intuito da abertura, que método iria utilizar para poder avaliar os putativos danos ao monumento - única responsabilidade do instituto - quanto tempo durará a investigação e assim sucessivamente, não! pura e simplesmente proíbe o acto, obrigando assim a senhora recorrer ao Ministério da Cultura, a percorrer mais meia-dúzia de quilómetros de corredores da burocracia, etc.

Tudo por causa da muito tuga tradição das "capelinhas". Entretanto, sua majestade falecida já deu duas voltas no ossário e deve estar a pensar - não com os botões porque não os tem - "Que raio de ideia a minha de ser rei. Desculpa lá, ó primo".

July 05, 2006

seca


Estive tão bem de férias a semana passada...

July 04, 2006

novidades, novidades...

Parece que temos um novo Ministro dos Negócios Estrangeiros. A imprensa nacional não deu por nada porque:

I) Está a decorrer o Mundial

II) Portugal joga, na próxima Quarta-feira, contra a França

III) Está a decorrer o Mundial

IV) Está a decorrer o Mundial

V) Portugal está, no Mundial, nas meias-finais

VI) Está a decorrer o Mundial

VII) Portugal poderá ir à final do Mundial

VIII) Está a decorrer o Mundial

IX) Portugal poderá ser campeão do mundo de futebol

X) Desde o Marquês de Pombal que o MNE é conhecido pelo "Ministro que Arreia as Calças" portanto mais vale falar do Mundial.

June 24, 2006

escolaridade minima, post maximo

A capa desta semana da Visão pergunta como se avalia um professor.

Depende.

Directamente, a meu ver, um professor só pode ser avaliado por duas pessoas: o director ou reitor e o aluno. A avaliação deste, apesar de não ser totalmente inconsequente, acaba na maior parte dos casos por ser inútil porque, quer queira quer não, tem que gramar com o "prof". O responsável do estabelecimento escolar avalia mas, com o nosso sistema de colocação de professores, acaba por ser um acto quase tão inconsequente como o do aluno.
De certa forma os professores não são, hoje em dia, avaliados de todo. No ensino público, claro. A questão levantada pela Sra. Ministra não se coloca em relação ao ensino privado, porque neste existe uma "cadeia de comando" firmemente estabelecida, encabeçada por um responsável que não só avalia, mas a quem os pais podem pedir contas. Tive um bom exemplo disso no colégio dos meus filhos quando, ao fim de diversas reclamações de pais preocupados com o ensino de Português, a sra. professora foi liminarmente despachada no fim do segundo período.

A ideia dos pais "avaliarem" os professores não é de todo parva. Mas não directamente, porque isso traria inúmeras injustiças. Mas se os pais puderem escolher a escola para onde mandam o petiz, isso já são outros quinhentos. Mas esse não pode, nem deve ser o primeiro passo.
O primeiro passo é repensar seriamente o papel do Estado na Educação. Se tivermos os olhos minimamente abertos reparamos que o Estado gere mal tudo aquilo que gere directamente. Logo, há que retirar o Estado da Educação porque a Educação chegou a este estado (não resisti...). Quais devem ser as competências do Estado na Educação? A ver:

- Preparar um Programa comum a todos os estabelecimentos de ensino do país, de modo a garantir uniformidade no ensino, bem como igualdade de oportunidades em todo o território.

- Estabelecer um período mínimo para a validade deste Programa (10 anos, por exemplo), com uma avaliação contínua para garantir que cumpre as necessidades profissionais do país.

- Compilar e publicar (por exemplo online) os textos mínimos para o ensino das diversas disciplinas e deixar às escolas escolher quais os melhores livros para o "seu" ensino.

- Garantir as infraestruturas mínimas para a prática do ensino - o betão, mesmo, ginásios, paredes, a tarecada toda - de modo a haver uma estrutura escolar decente em todo o território.

- Nomear, através de concurso público, um director para cada estabelecimento de ensino, sendo esta nomeação por um período sempre superior a uma legislatura e com renovação automática se a sua avaliação for positiva.

- Atribuir um orçamento a cada estabelecimento, conforme as circunstâncias particulares de cada um, só podendo ser ultrapassado se houver contribuições financeiras de particulares (pais) ou privados (empresas), com os benefícios fiscais do costume.

- Inspeccionar continuamente e avaliar anualmente cada estabelecimento, sendo a direcção deste directamente responsabilizada por qualquer falha detectada, com as devidas consequências, claro.

E pronto.

A partir daqui é com a escola, que contrata o professor que quiser, que procura financiamentos onde quiser, que ensina como acha melhor os alunos que tem, etc. Havendo alguém que lidere a escola, que gira efectivamente (conceito alienígena em Portugal) os problemas de curto e médio-prazo, haverá também a quem responsabilizar (outro conceito Neptuniano).
Ao mesmo tempo o Estado pode corrigir deficiências territoriais canalizando mais fundos para zonas mais deprimidas do país, ou zonas socialmente mais complicadas ou coisa que o valha. Pode operar porque não desperdiça tanto dinheiro.

E os bons dos papás e mamãs acabam por ser os últimos "avaliadores" da escola, deslocando os putos ranhosos para onde lhes derem melhores garantias de um bom ensino.

Isto pondo o problema de uma forma simples.

June 22, 2006

filhos da...


Dei agora uma vista d'olhos ao Cidade Surpreendente e ia-me dando um treco. Uma coisinha má.
Então não é que os alarves (alarbes?) responsáveis pela Cidade do Porto transformaram a Avenida dos Aliados - na minha opinião uma das mais bonitas avenidas do país - num aborto de paralelo e cimento?
Até agora tenho apreciado, de certa forma, a actuação de Rui Rio à frente da CMP mas depois disto acho que o homem deve ser sodomizado por uma multidão em fúria.

Apesar de ter nascido no Porto, vivi e cresci em Lisboa. Mas algumas das minhas melhores recordações de infância são do Porto e nomeadamente dos Aliados, onde passeava com os meus pais e, se bem me lembro, a minha perspectiva era de muitos joelhos de muita gente e de muitas flores nos canteiros.

Depois disto ainda querem dar mais responsabilidades aos municípios? Cambada de labregos.

PS: Uma dúvida me assalta... porque é que os tripeiros não impediram este disparate?

good ol' will

Shall I compare thee to a summer's day?
Thou art more lovely and more temperate:
Rough winds do shake the darling buds of May,
And summer's lease hath all too short a date:
Sometime too hot the eye of heaven shines,
And often is his gold complexion dimm'd;
And every fair from fair sometime declines,
By chance or nature's changing course untrimm'd;
But thy eternal summer shall not fade
Nor lose possession of that fair thou owest;
Nor shall Death brag thou wander'st in his shade,
When in eternal lines to time thou growest:
So long as men can breathe or eyes can see,
So long lives this and this gives life to thee.

lendo...