Quem quiser divertir-se (moderadamente) vá ao site new7wonders e ajude a eleger as novas 7 Maravilhas do Mundo.
As minhas escolhas foram mais ou menos óbvias:
- Alhambra
- As Pirâmides
- Hagia Sofia
- Acrópole
- Taj Mahal
- Templo Kiyomizu
- A Grande Muralha
Destas, a única em comum com as 7 Maravilhas do Mundo Antigo é Gizé, creio.
A eleição decorre até 7 de Julho de 2007 (07.07.07 - terá algum significado?) e a apresentação será em Lisboa.
October 31, 2006
October 25, 2006
copista

Diz-se por aí que afinal o Miguel Sousa Tavares plagiou um outro livro qualquer quando escreveu o "Equador". Se isto for verdade desilude-me porque não só gostei do livro como, apesar de não estar de acordo com o senhor a maior parte das vezes, tenho-o em alguma consideração.
Mas a questão para mim não é essa. Afirma-se no Correio da Manhã, creio, algo como "(...) Por debater fica agora questão maior: a da imunidade virtual (...)", porque a acusação de plágio é feita num blog anónimo (http://freedomtocopy.blogspot.com/). Em entrevista ao DN, MST afirma que "a difamação [é] cobarde e encapuzada"
As afirmações do CM e de MST são no mínimo idiotas, porque 99% dos blogs ou é anónima ou então a identidade dos escribas é impossível de verificar. Uma das virtudes da blogosfera é esse anonimato, que permite qualquer um dizer aquilo que lhe apetece sem o risco de sofrer sanções. Para além disso nunca vi o CM ou Tavares chocados quando a comunidade lusa de blogueiros vilipendia, achincalha e liminarmente insulta Sócrates, Santana Lopes, Cavaco, Soares e o resto dessa cambada de inúteis que são os nossos políticos. Dois pesos e duas medidas? Se, segundo a imprensa indígena, os blogues são úteis para analisar os estados de espírito do tuga médio, então não podem impor limites à opinião e à expressão desses mesmos tugas se o tema não interessa.
Por outro lado não vi nenhum meio de comunicação fazer aquilo que fez o autor do tal blog: pegar na obra plagiada e na plagiadora, compará-las e apresentar os resultados de uma forma isenta. Seria mais útil (e mais próximo daquilo que deve ser um meio de comunicação a sério) do que meramente divulgar as lamúrias do pobre injuriado - o que é bastante revelador da qualidade de jornalistas que temos.
October 22, 2006
October 17, 2006
blogues
(Escrito ao som de Amsterdam, de Jacques Brel)
Cada vez tenho menos paciência para ler blogs. De gente comum e incomum. Vai-se perdendo a paciência para ouvir todas as opiniões e mais algumas sobre tudo e mais alguma coisa, quer sejam mais ou menos informadas. Também a paciência se vai esgotando para blogs "pessoais", onde se escrevem pedaços da "intimidade", piadas, comentários e outros disparates inanes.
A bem da verdade convém dizer que cada vez tenho menos paciência para "postar", opinar, escrever e ilustrar. Seja qual for o tema. Porque acaba por ser um acto vazio, nulo de objectivo e consequência. Uma espécie de ejaculação precoce. Pelo contrário, cada vez me sabe melhor conversar em directo, cara-a-cara, opinando e ouvindo, argumentar e ser contestado: discutir verdadeiramente com resultados imediatos - agradáveis ou não.
Devo estar a entrar na menopausa.
Cada vez tenho menos paciência para ler blogs. De gente comum e incomum. Vai-se perdendo a paciência para ouvir todas as opiniões e mais algumas sobre tudo e mais alguma coisa, quer sejam mais ou menos informadas. Também a paciência se vai esgotando para blogs "pessoais", onde se escrevem pedaços da "intimidade", piadas, comentários e outros disparates inanes.
A bem da verdade convém dizer que cada vez tenho menos paciência para "postar", opinar, escrever e ilustrar. Seja qual for o tema. Porque acaba por ser um acto vazio, nulo de objectivo e consequência. Uma espécie de ejaculação precoce. Pelo contrário, cada vez me sabe melhor conversar em directo, cara-a-cara, opinando e ouvindo, argumentar e ser contestado: discutir verdadeiramente com resultados imediatos - agradáveis ou não.
Devo estar a entrar na menopausa.
October 06, 2006
betadine
A Comissão Europeia quer colocar mensagens nas embalagens de bebidas alcoólicas semelhantes àquelas que adornam os maços de cigarros. "Beber Mata". "Pense nas crianças: não beba nem lhes dê um enxerto de porrada". Etc.
Todas as pessoas sabem que fumar faz mal. Que beber em excesso também. Não são propriamente novidades por aí além. Qualquer consumidor dessas coisas sabe que depois de um maço de SG Filtro subir as escadas é uma missão muito complicada e ruidosa. Depois da segunda garrafa de Cutty Sark nem se fala. Mas, mesmo sabendo tudo isso, cabe às pessoas escolher se querem continuar a consumir ou não. Não cabe ao Estado, ou Estados, proibir o consumo seja do que for. Pode informar sobre os malefícios de determinadas substâncias e fique-se por aí. Senão, a bem da verdade e da justiça informativa, tem de afixar em grandes parangonas nos pacotes de leite que "O consumo em excesso pode elevar o colesterol de forma mortal". Ou nos boiões de mel que "Pode causar cárie terminal". E assim sucessivamente, porque seja o que for que se consuma em excesso faz mal, por vezes de vez.
Esta tentação de criar uma sociedade asséptica, onde não se fuma, não se bebe, não se consome carne gorda ou vermelha, onde faz mal comer demais, dormir demais e qualquer dia fornicar demais é uma característica das sociedades não democráticas, onde tudo e todos são controlados.
Pode parecer coisa de pouca monta proibir o consumo de tabaco ou de álcool, mas é o princípio que está em causa. E é também o princípio de uma mentalidade intolerante que se está a impôr que me causa particular desconforto. O que se seguirá? Irei ser ostracisado por ser ateu? ou por gostar de sexo sem preservativo? ou por não usar fato e gravata?
Tendo em conta que estou habituado a uma sociedade liberal e até certo ponto tolerante, causa-me um pouco de desconforto a direcção que estamos a tomar.
Todas as pessoas sabem que fumar faz mal. Que beber em excesso também. Não são propriamente novidades por aí além. Qualquer consumidor dessas coisas sabe que depois de um maço de SG Filtro subir as escadas é uma missão muito complicada e ruidosa. Depois da segunda garrafa de Cutty Sark nem se fala. Mas, mesmo sabendo tudo isso, cabe às pessoas escolher se querem continuar a consumir ou não. Não cabe ao Estado, ou Estados, proibir o consumo seja do que for. Pode informar sobre os malefícios de determinadas substâncias e fique-se por aí. Senão, a bem da verdade e da justiça informativa, tem de afixar em grandes parangonas nos pacotes de leite que "O consumo em excesso pode elevar o colesterol de forma mortal". Ou nos boiões de mel que "Pode causar cárie terminal". E assim sucessivamente, porque seja o que for que se consuma em excesso faz mal, por vezes de vez.
Esta tentação de criar uma sociedade asséptica, onde não se fuma, não se bebe, não se consome carne gorda ou vermelha, onde faz mal comer demais, dormir demais e qualquer dia fornicar demais é uma característica das sociedades não democráticas, onde tudo e todos são controlados.
Pode parecer coisa de pouca monta proibir o consumo de tabaco ou de álcool, mas é o princípio que está em causa. E é também o princípio de uma mentalidade intolerante que se está a impôr que me causa particular desconforto. O que se seguirá? Irei ser ostracisado por ser ateu? ou por gostar de sexo sem preservativo? ou por não usar fato e gravata?
Tendo em conta que estou habituado a uma sociedade liberal e até certo ponto tolerante, causa-me um pouco de desconforto a direcção que estamos a tomar.
October 01, 2006
jornada
September 29, 2006
ah well...
e prontos.
Preciso de um copywriter outra vez. De preferência um gajo, para ser menos complicado.
Preciso de um copywriter outra vez. De preferência um gajo, para ser menos complicado.
September 27, 2006
ocaso

Consegui comprar o Sol!!
Vi, li e reli. Não gostei. Nada mesmo. Em primeiro lugar o lado gráfico da questão - a aparência - que é aquilo que é a minha profissão, portanto posso opinar com alguma autoridade: é mau. É confuso, mal distribuido, tornando a leitura difícil e cansativa. Ainda por cima todo o grafismo é antiquado, a começar no logotipo dos anos 80 e acabando no tipo de papel. De permeio fica todo o resto, que me deu uma dor de cabeça monumental.
Em segundo lugar aquilo que interessa em qualquer meio de informação: a informação. Má. Mal escrita e curta. Um jornal semanário deve explorar e desenvolver as notícias, não tentar encaixar cada uma em meia coluna mais a foto e a assinatura do escriba. Por outro lado irritaram-me os títulos enganadores ou dúbios, que nos levam a pensar que o conteúdo da noticia é outro. Desagradou-me também o estilo sensacionalista, pouco sóbrio... mas isso posso ser só eu que não gosto género, tal como não gosto do Tal & Qual ou do Correio da Manhã.
Para já, não volto a comprar.
Hoje vou-me atirar ao Expresso e avaliar o novo formato. Com a esperança de conseguir ler notícias boas sem ser no meio do chão da sala. Se é só para mudar de poiso de leitura, então também não vale a pena.
September 26, 2006
September 24, 2006
vroom
A propósito da Semana da Mobilidade está, na secção de fóruns do Expresso Online, a ser colocada a questão do que custa trocar o automóvel particular pelos transportes públicos, referindo a perda de utentes (80 milhões!) que os vários serviços perderam entre 2001 e 2005.
A questão é velha e tem, quanto a mim, três respostas.
A primeira é óbvia: os nossos transportes colectivos são maus. Muito maus. Principalmente os das periferias das grandes cidades, onde se concentra a maior parte da população.
A segunda é igualmente óbvia: não há, junto aos terminais dos vários transportes públicos, o número suficiente de estacionamento para os automóveis. Como nem todas as pessoas moram ao lado da paragem de autocarro ou da estação de comboio, desistem e vão de carro até ao local de trabalho.
A terceira é óbvia, também, mas mais delicada: o tuga médio é um perfeito anormal. Prefere "mostrar o pópó" e gramar com duas horas de bicha que andar de comboio. A falta de educação e o comodismo determinam a utilização dos transportes públicos cá no burgo.
Há uma quarta razão, menos óbvia mas tão determinante como as anteriores: as autoridades - nomeadamente a PSP - é tão útil como penas numa vaca malhada. Se o Código diz expressamente que é proibido estacionar em cima do passeio, porque é que Lisboa tem mais carros nos passeios do que a circular na Avenida da República às sete da tarde? Falta de reboques? de blocos de multas? Ou pura e simplesmente laxismo e "deixa-andar"?
O que é certo é que é inútil, para resolver o problema do trânsito, alargar a IC19, a A5, fazer mais duas ou três pontes sobre o Tejo, construir uma VCI2 ou colocar portagens à entrada das cidades, como queria o anormal Presidente da Câmara que se tornou Primeiro Ministro.
Agora por isso... ele ainda anda por aí?
A questão é velha e tem, quanto a mim, três respostas.
A primeira é óbvia: os nossos transportes colectivos são maus. Muito maus. Principalmente os das periferias das grandes cidades, onde se concentra a maior parte da população.
A segunda é igualmente óbvia: não há, junto aos terminais dos vários transportes públicos, o número suficiente de estacionamento para os automóveis. Como nem todas as pessoas moram ao lado da paragem de autocarro ou da estação de comboio, desistem e vão de carro até ao local de trabalho.
A terceira é óbvia, também, mas mais delicada: o tuga médio é um perfeito anormal. Prefere "mostrar o pópó" e gramar com duas horas de bicha que andar de comboio. A falta de educação e o comodismo determinam a utilização dos transportes públicos cá no burgo.
Há uma quarta razão, menos óbvia mas tão determinante como as anteriores: as autoridades - nomeadamente a PSP - é tão útil como penas numa vaca malhada. Se o Código diz expressamente que é proibido estacionar em cima do passeio, porque é que Lisboa tem mais carros nos passeios do que a circular na Avenida da República às sete da tarde? Falta de reboques? de blocos de multas? Ou pura e simplesmente laxismo e "deixa-andar"?
O que é certo é que é inútil, para resolver o problema do trânsito, alargar a IC19, a A5, fazer mais duas ou três pontes sobre o Tejo, construir uma VCI2 ou colocar portagens à entrada das cidades, como queria o anormal Presidente da Câmara que se tornou Primeiro Ministro.
Agora por isso... ele ainda anda por aí?
September 22, 2006
há dias assim
Há dias em que não tenho pachorra nenhuma para as outras pessoas. Se na maior parte dos dias não tenho paciência para os portugueses em geral, noutros não tenho para ninguém independentemente da sua nacionalidade, cor ou credo. Principalmente aqueles que me rodeiam, que estão próximos fisicamente.
September 18, 2006
ide, senhores
Hoje fui ao Porto. Era para ir de Alfa: comprei ontem os bilhetitos online, levantei-me às 6:45, saí de casa às 7:45 prontinho para apanhar o quimbóio das 9:55 apontado a Campanhã. Cheguei à portagem de Carcavelos, assentei arraiais e, por muitos caminhos e atalhos que tentasse, só cheguei a Sta. Apolónia a tempo de ver o traseiro do comboio a bambolear-se gare afora. Dirigi-me à bilheteira para ver se era possível trocar os bilhetes para o Alfa seguinte mas "Não, desculpe, mas bilhetes comprados online não se trocam". Como eram dois deitei 72,00€ à linha. E a CP perdeu um cliente definitivamente.
Assim, peguei na minha parceira de viagem, enfiámo-nos no chaveco e eles aí vão de abalada. Duas horas e meia depois - por causa de um zigue em vez de um zague - entrei Ponte do Freixo adentro para ver um monumento ao mau-gosto e estupidez nacional: o Estádio do Dragão, tão estupidamente grande e feio como a Luz ou Alvalade. Mais ou menos: poucas coisas são tão feias como o Estádio de Alvalade com o seu ar de WC pós-moderno.
Por outro lado, depois de meia-dúzia de voltas orientadas pela minha parceira tripeirinha de gema (excelente cicerone se não fosse o facto de dizer "Esquerda!" quando é para ir para a direita e vice-versa), dei de caras na Boavista com um dos mais bonitos e surpreendentes edifícios que já vi nos últimos tempos: a Casa da Música. Parabéns ao autarca que arriscou e aprovou um edifício com aquelas características em pleno centro portuense.
Entretanto houve uma reunião e uma viagem de volta que me deixou os rins em papa, mas o ponto alto de todo o dia foi ver, a partir dos Carvalhos, a cara da dita parceira a rasgar-se num sorriso quase impossível e ouvir o sotaque a adensar-se a cada 25 metros.
Baleu.
Assim, peguei na minha parceira de viagem, enfiámo-nos no chaveco e eles aí vão de abalada. Duas horas e meia depois - por causa de um zigue em vez de um zague - entrei Ponte do Freixo adentro para ver um monumento ao mau-gosto e estupidez nacional: o Estádio do Dragão, tão estupidamente grande e feio como a Luz ou Alvalade. Mais ou menos: poucas coisas são tão feias como o Estádio de Alvalade com o seu ar de WC pós-moderno.
Por outro lado, depois de meia-dúzia de voltas orientadas pela minha parceira tripeirinha de gema (excelente cicerone se não fosse o facto de dizer "Esquerda!" quando é para ir para a direita e vice-versa), dei de caras na Boavista com um dos mais bonitos e surpreendentes edifícios que já vi nos últimos tempos: a Casa da Música. Parabéns ao autarca que arriscou e aprovou um edifício com aquelas características em pleno centro portuense.
Entretanto houve uma reunião e uma viagem de volta que me deixou os rins em papa, mas o ponto alto de todo o dia foi ver, a partir dos Carvalhos, a cara da dita parceira a rasgar-se num sorriso quase impossível e ouvir o sotaque a adensar-se a cada 25 metros.
Baleu.
September 16, 2006
às postas
Estou a postar num PC. Com Windows e tudo. O rato tem uma rodinha e dois botões. O teclado faz tlec-tlec-tlec sempre que carrego numa tecla. Tenho luzinhas acesas no teclado e um botãozinho com o símbolo do Windows. É uma experiência deprimente. As letras no monitor parecem do século passado, rígidas e pixelizadas. As cores são cruas. há um aviso no teclado que me preocupa e diverte simultaneamente: "!AVISO IMPORTANTE. Para o uso seguro e confortável do seu equipamento, ieia (sic) o Guia de segurança e conforto. www.hp.com/ergo". Irão as teclas revoltar-se contra mim e saltar em direcção aos meus olhos, só porque as pressiono?
Saudades do Mac......
Saudades do Mac......
expressamente
A semana passada tentei comprar o Expresso para ver o novo formato. Não havia. Esgotou. A razão? Um DVD com um filme simpático. Este fim-de-semana nem sequer tentei. Com DVD do lado do Expresso e a estreia do Sol - o tal que quando nasce é para todos - esgotou concerteza.
É um bocado deprimente. Um jornal que era bom agora esgota não por causa do conteúdo, dos jornalistas ou da necessidade de informação, mas sim porque tem um dêvêdêzito agarrado.
Há muito tempo que não sou leitor assíduo do Expresso. Já fui mas curei-me. Agora, depois de ver o conteúdo do respectivo site, tenho a sensação que nunca mais comprarei a coisa. O Sol talvez, para conhecer; mas tenho a sensação que será acto único. O jornalismo em Portugal é paupérrimo e piora cada vez mais. Não há Sol que nos valha.
É um bocado deprimente. Um jornal que era bom agora esgota não por causa do conteúdo, dos jornalistas ou da necessidade de informação, mas sim porque tem um dêvêdêzito agarrado.
Há muito tempo que não sou leitor assíduo do Expresso. Já fui mas curei-me. Agora, depois de ver o conteúdo do respectivo site, tenho a sensação que nunca mais comprarei a coisa. O Sol talvez, para conhecer; mas tenho a sensação que será acto único. O jornalismo em Portugal é paupérrimo e piora cada vez mais. Não há Sol que nos valha.
September 12, 2006
cinco anos

Faz cinco anos (já!) que o WTC foi atingido por dois aviões. Depois de todo este tempo começam a surgir os filmes a là Hollywood retratando o ataque, como sempre, creio, de uma forma simplista e acéfala. Não vi nenhum mas o cinema americano tem-nos habituado regularmente às suas visões bidimensionais - e maniqueístas - da História.
À excepção de Gore Vidal, de Mark Curtis e de meia-dúzia de outros, pouco se tem falado sobre as causas históricas que levaram ao 11 de Setembro, à exacerbada violência islâmica e ao mapa político mundial dos dias de hoje. Nada justifica aquilo que se passou há cinco anos - nada pode, humanamente, justificar um acto de guerra, seja ela clássica ou terrorista - mas um país que está em estado de guerra permanente quase desde a sua fundação não pode esperar passar incólume ao lado da História. Só em Hollywood é que as coisas se passam assim.
September 09, 2006
criação
Li há pouco, no Quarta República (o link está praí algures do lado direito do monitor) que o papa ia reunir com os jovens para discutir o criacionismo, ideia que o iluminado presidente americano tem defendido - intelligent design, acho que é o nome que lhe dão lá para aquelas bandas - e que já encontrou eco deste lado do oceano, nomeadamente em Itália e na Sérvia, através das respectivas ministras da Educação.
Segundo a mais ou menos fiável Wikipedia Intelligent design is the concept that "certain features of the universe and of living things are best explained by an intelligent cause, not an undirected process such as natural selection."Its leading proponents, all of whom are affiliated with the Discovery Institute, say that intelligent design is a scientific theory that stands on equal footing with, or is superior to, current scientific theories regarding the evolution and origin of life.
Não me apetece traduzir a coisa toda, mas espremendo dá qualquer coisa como "a evolução tem por trás uma acção e uma vontade inteligente", isto é, Deus existe porque senão o Universo era uma desgraça pegada. Diz ainda que a teoria é resultado da prática científica e deve ser encarado como uma teoria científica.
Pah. Para ser uma teoria científica deveria haver investigação credível por trás e provas que consubstanciassem a dita teoria. Que não há, nem uma coisa nem outra.
O problema de toda e qualquer religião é que não há provas da existência de qualquer deus: seja Jeová, Shiva, Quetzacoatl ou aquela pedrinha sagrada adorada por uma tribo perdida no meio da selva do Burkina Faso. Nicles. Zerinho. Pêva. Como ainda por cima o ser humano tem considerado, ao longo da História, como deuses o fogo, a chuva, o sol nascente, o sol poente, a lua, o boi, a vaca e a tal pedrinha entre outros, a teoria da existência de deus torna-se bastante inverosímil. Pelo menos para um ateu empedernido como eu.
Era mais inteligente que os religiosos deste mundo se limitassem a confiar na fé, no medo, na esperança e na imaginação das pessoas e deixassem de tentar provar "científicamente" algo que não tem de ser provado. Nem pode.
Segundo a mais ou menos fiável Wikipedia Intelligent design is the concept that "certain features of the universe and of living things are best explained by an intelligent cause, not an undirected process such as natural selection."Its leading proponents, all of whom are affiliated with the Discovery Institute, say that intelligent design is a scientific theory that stands on equal footing with, or is superior to, current scientific theories regarding the evolution and origin of life.
Não me apetece traduzir a coisa toda, mas espremendo dá qualquer coisa como "a evolução tem por trás uma acção e uma vontade inteligente", isto é, Deus existe porque senão o Universo era uma desgraça pegada. Diz ainda que a teoria é resultado da prática científica e deve ser encarado como uma teoria científica.
Pah. Para ser uma teoria científica deveria haver investigação credível por trás e provas que consubstanciassem a dita teoria. Que não há, nem uma coisa nem outra.
O problema de toda e qualquer religião é que não há provas da existência de qualquer deus: seja Jeová, Shiva, Quetzacoatl ou aquela pedrinha sagrada adorada por uma tribo perdida no meio da selva do Burkina Faso. Nicles. Zerinho. Pêva. Como ainda por cima o ser humano tem considerado, ao longo da História, como deuses o fogo, a chuva, o sol nascente, o sol poente, a lua, o boi, a vaca e a tal pedrinha entre outros, a teoria da existência de deus torna-se bastante inverosímil. Pelo menos para um ateu empedernido como eu.
Era mais inteligente que os religiosos deste mundo se limitassem a confiar na fé, no medo, na esperança e na imaginação das pessoas e deixassem de tentar provar "científicamente" algo que não tem de ser provado. Nem pode.
September 07, 2006
pensar

Hoje foi dia de ouvir. Ouvi muito, muitas opiniões diversas, concordantes, opostas. Algumas próximas das minhas, outras muito muito longe.
Como sempre falei pouco. Prefiro ouvir a falar. É mais económico, mais cómodo, mais prático e, acima de tudo, ouvir dá-me elementos para pensar. Food for thought.
Agora, depois de ter ouvido, penso. Com a muleta ilustrada ao lado. Em silêncio. Quase.
Acho que penso com as mãos, ao contrário dos meus parceiros de espécie. Penso com a mão ocupada com o cigarro. Penso a encestar a bolinha de basket (basquete?). Penso bem numa coisa enquanto faço outra, como agora enquanto blogo. Penso de forma irrequieta, talvez para provar que existo enquanto penso. Sempre em privado.
Quando acabar de pensar, decido. Definitivamente. Raramente volto atrás depois de me decidir. E imponho a minha decisão. Faz parte daquilo que faço. Faz parte daquilo que sou.
Subscribe to:
Posts (Atom)





