November 15, 2006

tecla 3

Hoje n'O Público:

"Associações de deficientes entregam carta de protesto ao primeiro-ministro"

Parece que não paga as quotas há imenso tempo...

November 14, 2006

November 07, 2006

think again

don’t ever presume you know everything,
don’t be afraid to ask,
don’t be afraid to sound ignorant,
listen,
pay attention to everything around you,
and to everyone,
no matter how insignificant they may seem,
look for details,
see the broader picture,
don’t look, see,
follow your instict,
act on impulse,
remember you only have one life (unless hindus are right),
decide,
think thoroughly about what you know,
and then think again.

November 06, 2006

morte


Saddam Hussein foi finalmente condenado à morte. Finalmente porque desde o primeiro dia de julgamento - ou antes - se sabia que este seria o resultado.
Duvido muito da seriedade do julgamento e da imparcialidade do tribunal. Há demasiados interesses envolvidos, o clima social não é estável o suficiente para permitir um julgamento a sério e há demasiada influência norte-americana no país.

Por outro lado discordo de todo em todo com a Pena de Morte como forma de fazer justiça: parece-me típico das sociedades intransigentes e subdesenvolvidas (claro que estou a incluir os EUA). Creio que se o Iraque queria dar uma imagem de seriedade institucional e de maturidade política deveria ter escolhido outra pena qualquer que não esta.

November 01, 2006

histerical wars

Fui ao Museu da Electricidade ver a exposição de parafernália do Star Wars. Podia dar a desculpa de que tenho dois filhos que são fanáticos dos personagens, das histórias e dos filmes mas, se quiser ser honesto, tenho de admitir que também gosto destas coisas.
Foi engraçado ver na fila de 30 metros para a bilheteira pais quarentões e filhos pré-adolescentes igulamente histéricos com a antecipação, a comentar o que se podia descortinar de cá de fora, a qualidade das t-shirts em venda e as fotos dos cartazes.

Chegados lá dentro, museu a abarrotar de uma cambada de selvagens que se acotovelava para ver a maquete do planeta A ou o fato do Jedi B, sem a menor consideração pelos restantes visitantes ou sequer o menor cuidado com as várias crianças espremidas ali no meio. O visitante tuga divide-se, pelos vistos, em duas categorias: o snob das Janelas Verdes que olha de forma sobranceira para os outros sem reparar na exposição propriamente dita, ou o alarve supracitado, que grita pela Maria sempre que vê alguma coisa que o excita... normalmente o extintor de serviço.

Mas má mesmo é a exposição. Não as peças, que são um espanto principalmente para quem é apreciador de cinema e pode ver como é "enganado" através de miniaturas e maquetes fantásticas, com uma execução de um rigor quase fanático. Agora a exposição das peças, ou disposição se preferirem, é do Além: uma iluminação tão má que mal permite ver as peças; ilustrações e storyboards de produção expostos à altura do joelho - que normalmente vê mal - obrigando os visitantes a apreciar os ditos de cócoras ou de joelhos (o que pode ser bastante traumático, graças ao gene de canalizador que muitos têm, expondo o rêgo para todos verem); tendo em conta o local turtuoso de exposição, entre turbinas, tubagens e o diabo, a indicação de trajecto era tão má que foi normal ver a multidão parar e olhar em todas as direcções à procura de um guarda, uma tabuleta ou um acto divino.

De resto, vale a pena.

rembrandt van rijn


Para além de ser dos meus pintores favoritos, adequa-se bem ao meu presente estado de espírito. E do futuro próximo também.

tempo

Ultimamente têm-me feito perder tempo. O que detesto. Pela idade e pelo ritmo de vida. Ainda por cima têm-me feito perder tempo com questões idiotas, comezinhas: "Ah porque e tal..."; "Pois eu acho que..."; ""Se fosse eu...". Chiça ! Parecem personagens saídos do Gato Fedorento.
Perco tempo duas ou três vezes a explicar "porque é não pode..." ou porque é que "ah e tal não é bem assim", faço desenhos a cores e com detalhes e depois canso-me. Infelizmente não me canso das situações mas sim das pessoas. Deixo-as cair. Não me volto a interessar por elas e de preferência prefiro nem voltar a ouvir falar delas.

Agora olha... há que voltar a investir.
Estava farto do cinzento...

October 31, 2006

as sete maravilhas de (um) mundo

Quem quiser divertir-se (moderadamente) vá ao site new7wonders e ajude a eleger as novas 7 Maravilhas do Mundo.
As minhas escolhas foram mais ou menos óbvias:
- Alhambra
- As Pirâmides
- Hagia Sofia
- Acrópole
- Taj Mahal
- Templo Kiyomizu
- A Grande Muralha

Destas, a única em comum com as 7 Maravilhas do Mundo Antigo é Gizé, creio.

A eleição decorre até 7 de Julho de 2007 (07.07.07 - terá algum significado?) e a apresentação será em Lisboa.

October 25, 2006

copista


Diz-se por aí que afinal o Miguel Sousa Tavares plagiou um outro livro qualquer quando escreveu o "Equador". Se isto for verdade desilude-me porque não só gostei do livro como, apesar de não estar de acordo com o senhor a maior parte das vezes, tenho-o em alguma consideração.

Mas a questão para mim não é essa. Afirma-se no Correio da Manhã, creio, algo como "(...) Por debater fica agora questão maior: a da imunidade virtual (...)", porque a acusação de plágio é feita num blog anónimo (http://freedomtocopy.blogspot.com/). Em entrevista ao DN, MST afirma que "a difamação [é] cobarde e encapuzada"
As afirmações do CM e de MST são no mínimo idiotas, porque 99% dos blogs ou é anónima ou então a identidade dos escribas é impossível de verificar. Uma das virtudes da blogosfera é esse anonimato, que permite qualquer um dizer aquilo que lhe apetece sem o risco de sofrer sanções. Para além disso nunca vi o CM ou Tavares chocados quando a comunidade lusa de blogueiros vilipendia, achincalha e liminarmente insulta Sócrates, Santana Lopes, Cavaco, Soares e o resto dessa cambada de inúteis que são os nossos políticos. Dois pesos e duas medidas? Se, segundo a imprensa indígena, os blogues são úteis para analisar os estados de espírito do tuga médio, então não podem impor limites à opinião e à expressão desses mesmos tugas se o tema não interessa.

Por outro lado não vi nenhum meio de comunicação fazer aquilo que fez o autor do tal blog: pegar na obra plagiada e na plagiadora, compará-las e apresentar os resultados de uma forma isenta. Seria mais útil (e mais próximo daquilo que deve ser um meio de comunicação a sério) do que meramente divulgar as lamúrias do pobre injuriado - o que é bastante revelador da qualidade de jornalistas que temos.

October 22, 2006

símbolos




Ainda estou em dúvida... Qual representa melhor o Portugal Real?

October 17, 2006

blogues

(Escrito ao som de Amsterdam, de Jacques Brel)
Cada vez tenho menos paciência para ler blogs. De gente comum e incomum. Vai-se perdendo a paciência para ouvir todas as opiniões e mais algumas sobre tudo e mais alguma coisa, quer sejam mais ou menos informadas. Também a paciência se vai esgotando para blogs "pessoais", onde se escrevem pedaços da "intimidade", piadas, comentários e outros disparates inanes.

A bem da verdade convém dizer que cada vez tenho menos paciência para "postar", opinar, escrever e ilustrar. Seja qual for o tema. Porque acaba por ser um acto vazio, nulo de objectivo e consequência. Uma espécie de ejaculação precoce. Pelo contrário, cada vez me sabe melhor conversar em directo, cara-a-cara, opinando e ouvindo, argumentar e ser contestado: discutir verdadeiramente com resultados imediatos - agradáveis ou não.

Devo estar a entrar na menopausa.

October 06, 2006

yann arthus-bertrand


Da série "Français"

annie leibovitz

betadine

A Comissão Europeia quer colocar mensagens nas embalagens de bebidas alcoólicas semelhantes àquelas que adornam os maços de cigarros. "Beber Mata". "Pense nas crianças: não beba nem lhes dê um enxerto de porrada". Etc.

Todas as pessoas sabem que fumar faz mal. Que beber em excesso também. Não são propriamente novidades por aí além. Qualquer consumidor dessas coisas sabe que depois de um maço de SG Filtro subir as escadas é uma missão muito complicada e ruidosa. Depois da segunda garrafa de Cutty Sark nem se fala. Mas, mesmo sabendo tudo isso, cabe às pessoas escolher se querem continuar a consumir ou não. Não cabe ao Estado, ou Estados, proibir o consumo seja do que for. Pode informar sobre os malefícios de determinadas substâncias e fique-se por aí. Senão, a bem da verdade e da justiça informativa, tem de afixar em grandes parangonas nos pacotes de leite que "O consumo em excesso pode elevar o colesterol de forma mortal". Ou nos boiões de mel que "Pode causar cárie terminal". E assim sucessivamente, porque seja o que for que se consuma em excesso faz mal, por vezes de vez.

Esta tentação de criar uma sociedade asséptica, onde não se fuma, não se bebe, não se consome carne gorda ou vermelha, onde faz mal comer demais, dormir demais e qualquer dia fornicar demais é uma característica das sociedades não democráticas, onde tudo e todos são controlados.
Pode parecer coisa de pouca monta proibir o consumo de tabaco ou de álcool, mas é o princípio que está em causa. E é também o princípio de uma mentalidade intolerante que se está a impôr que me causa particular desconforto. O que se seguirá? Irei ser ostracisado por ser ateu? ou por gostar de sexo sem preservativo? ou por não usar fato e gravata?

Tendo em conta que estou habituado a uma sociedade liberal e até certo ponto tolerante, causa-me um pouco de desconforto a direcção que estamos a tomar.

October 01, 2006

jornada


Ao fim e ao cabo, depois de ler ambos com atenção, continuo a preferir o Expresso ao Sol. Apesar de tudo. E, como tenho lareira e o raio do jornal continua a ter cadernos que nunca mais acabam, dá um jeitão dos diabos.

September 29, 2006

ah well...

e prontos.
Preciso de um copywriter outra vez. De preferência um gajo, para ser menos complicado.

September 27, 2006

ocaso


Consegui comprar o Sol!!
Vi, li e reli. Não gostei. Nada mesmo. Em primeiro lugar o lado gráfico da questão - a aparência - que é aquilo que é a minha profissão, portanto posso opinar com alguma autoridade: é mau. É confuso, mal distribuido, tornando a leitura difícil e cansativa. Ainda por cima todo o grafismo é antiquado, a começar no logotipo dos anos 80 e acabando no tipo de papel. De permeio fica todo o resto, que me deu uma dor de cabeça monumental.
Em segundo lugar aquilo que interessa em qualquer meio de informação: a informação. Má. Mal escrita e curta. Um jornal semanário deve explorar e desenvolver as notícias, não tentar encaixar cada uma em meia coluna mais a foto e a assinatura do escriba. Por outro lado irritaram-me os títulos enganadores ou dúbios, que nos levam a pensar que o conteúdo da noticia é outro. Desagradou-me também o estilo sensacionalista, pouco sóbrio... mas isso posso ser só eu que não gosto género, tal como não gosto do Tal & Qual ou do Correio da Manhã.

Para já, não volto a comprar.
Hoje vou-me atirar ao Expresso e avaliar o novo formato. Com a esperança de conseguir ler notícias boas sem ser no meio do chão da sala. Se é só para mudar de poiso de leitura, então também não vale a pena.

September 26, 2006

Hoje não posto. Não me apetece. Pimba!

September 24, 2006

vroom

A propósito da Semana da Mobilidade está, na secção de fóruns do Expresso Online, a ser colocada a questão do que custa trocar o automóvel particular pelos transportes públicos, referindo a perda de utentes (80 milhões!) que os vários serviços perderam entre 2001 e 2005.

A questão é velha e tem, quanto a mim, três respostas.
A primeira é óbvia: os nossos transportes colectivos são maus. Muito maus. Principalmente os das periferias das grandes cidades, onde se concentra a maior parte da população.

A segunda é igualmente óbvia: não há, junto aos terminais dos vários transportes públicos, o número suficiente de estacionamento para os automóveis. Como nem todas as pessoas moram ao lado da paragem de autocarro ou da estação de comboio, desistem e vão de carro até ao local de trabalho.

A terceira é óbvia, também, mas mais delicada: o tuga médio é um perfeito anormal. Prefere "mostrar o pópó" e gramar com duas horas de bicha que andar de comboio. A falta de educação e o comodismo determinam a utilização dos transportes públicos cá no burgo.

Há uma quarta razão, menos óbvia mas tão determinante como as anteriores: as autoridades - nomeadamente a PSP - é tão útil como penas numa vaca malhada. Se o Código diz expressamente que é proibido estacionar em cima do passeio, porque é que Lisboa tem mais carros nos passeios do que a circular na Avenida da República às sete da tarde? Falta de reboques? de blocos de multas? Ou pura e simplesmente laxismo e "deixa-andar"?

O que é certo é que é inútil, para resolver o problema do trânsito, alargar a IC19, a A5, fazer mais duas ou três pontes sobre o Tejo, construir uma VCI2 ou colocar portagens à entrada das cidades, como queria o anormal Presidente da Câmara que se tornou Primeiro Ministro.
Agora por isso... ele ainda anda por aí?