December 16, 2006
December 14, 2006
LX

Ontem no meio do zapping, semi-morto de sono, paro na RTP-N e vejo a galeria dos cromos: Maria José Nogueira Pinto, Ricardo Sá Fernandes, Ruben Carvalho, Manuel Maria Carrilho e Carmona Rodrigues. Era o PEC. Não o Pagamento Especial por Conta - que pago trimestralmente quer esteja com lucro ou não - mas sim o Prós e Contras. O programa não é mau, mas a apresentadora devia abster-se de fazer "àpartes" e dizer piadas.
Cromo 1 (MJNP): disse demasiadas vezes que viabilizou o orçamento de 2007 porque isto e aquilo; falou muito do Plano Baixa Chiado e acabou-se. Foi pouco
Cromo 2 (RSF): segundo este senhor, Lisboa era óptima em Outubro de 1755 e não devia mudar nada, a não ser acabar com os automóveis na cidade.
Cromo 3 (RC): tentou documentar-se bem, meteu água com os números do orçamento e de resto recitou a cartilha do PCP muito bem.
Cromo 4 (MMC): mal-educado, pedante, sem uma única ideia. Um autêntico puto mimado.
Cromo 5 (CR): defendeu-se como lhe cabia e como podia, justificou muito mal os casos gritantes de má gestão e descobriu, ao fim de um ano, que é melhor começar a arrumar a casa antes de iniciar a gestão da Cidade.
Moral da estória: se fosse munícipe, votava em Carmona Rodrigues. Ou mudava-me para Barcelona.
Moral da estória 2: Não há a menor ideia do que se quer para o futuro de Lisboa dentro das cabecinhas dirigentes. Nada. Zerinho.
Lisboa é uma cidade milenar - 2500 anos, mais século menos século - monumental, ribeirinha, com uma luz e orografia notáveis. O suficiente para a tornar um destino turísico de excelência. Está a meio caminho da América e da Europa-a-Sério, o que lhe dá condições de ser um centro empresarial óptimo. Tem condições climáticas e infra-estruturas que a tornam atractiva para o mercado residencial médio-elevado. E assim sucessivamente.
Com estas vantagens, e ignorando as desvantagens que também tem, qual é o futuro preconizado para a cidade? Alguém já tentou pensar nisso? É fácil dizer, alto e bom-som, "Nem mais um carro para Lisboa" como faz Sá Fernandes, mas e o resto?
É mais ou menos como o resto do país: governa-se o hoje, só.
December 12, 2006
ainda o peru
Ainda voltando à questão da Turquia... lateralmente.
Aquilo que me irrita nas reticências postas à entrada da Turquia na União - pelo menos aquelas que nunca são referidas - é pura e simplesmente eu não conseguir imaginar a Europa como um espaço geográfico povoado por pessoas brancas, cristãs, altas, loiras e assim sucessivamente. Só me agrada a Europa multicultural, multicolorida, enriquecida pela mistura e pelas diversas experiências de diversos povos. De algum modo agrada-me a tradição mediterrânica da Europa, de Portugal aos Balcãs, onde árabes, latinos,iberos, eslavos, turcomanos, germanos e outros animais de estimação se misturaram e aprenderam a viver em conjunto - mais ou menos. Agradam-me as misturas que se geraram com os impérios coloniais, permitindo uma coabitação cada vez melhor - ou cada vez menos má - entre pessoas de várias raças, credos e culturas.
Não me agrada a tradição germânica - germânico no sentido de Norte da Europa, da Escandinávia a parte de França - de exclusão e de purismo idiota.
A Europa daria um exemplo enorme ao integrar com normalidade a Turquia, demonstrando que aceita todas as culturas, raças e religiões desde que os valores comuns sejam respeitados: liberdade, democracia e todos esses chavões.
Aquilo que me irrita nas reticências postas à entrada da Turquia na União - pelo menos aquelas que nunca são referidas - é pura e simplesmente eu não conseguir imaginar a Europa como um espaço geográfico povoado por pessoas brancas, cristãs, altas, loiras e assim sucessivamente. Só me agrada a Europa multicultural, multicolorida, enriquecida pela mistura e pelas diversas experiências de diversos povos. De algum modo agrada-me a tradição mediterrânica da Europa, de Portugal aos Balcãs, onde árabes, latinos,iberos, eslavos, turcomanos, germanos e outros animais de estimação se misturaram e aprenderam a viver em conjunto - mais ou menos. Agradam-me as misturas que se geraram com os impérios coloniais, permitindo uma coabitação cada vez melhor - ou cada vez menos má - entre pessoas de várias raças, credos e culturas.
Não me agrada a tradição germânica - germânico no sentido de Norte da Europa, da Escandinávia a parte de França - de exclusão e de purismo idiota.
A Europa daria um exemplo enorme ao integrar com normalidade a Turquia, demonstrando que aceita todas as culturas, raças e religiões desde que os valores comuns sejam respeitados: liberdade, democracia e todos esses chavões.
Peru

Mais uma vez a Europa deu com os pés à Turquia. Desta vez a propósito do acesso ao aeroporto de Chipre. Ou coisa do género: os pormenores não interessam, porque o que começa a dar a ideia é que o problema não são os direitos humanos, a disputa pela ilhota de Chipre ou se o banho turco é demasiado quente, mas sim porque a adesão fará 70 milhões de muçulmanos entrar para o Clube dos Amigos Disney.
Um Clube muito exclusivo reservado, ao que parece, a países cristãos. Não interessa se católicos, ortodoxos ou protestantes; o que interessa é serem cristãos.
Um Clube, também, onde o equilíbrio de forças entre os grandes está muito bem de saúde e que ficaria totalmente desequilibrado com a entrada dos tais s-e-t-e-n-t-a milhões de turcos de bigode.
Um Clube que não se importa de expandir as suas fronteiras até onde estas forem pacíficas ou muito pouco problemáticas, o que deixaria de ser verdade com a entrada da Turquia, que traz consigo o problema curdo, por assim dizer para dentro da sala de fumo do Clube.
Sei pouco sobre a Turquia. Sei que tem um sistema policial violento, sei que viola alguns Direitos Humanos, sei que tem problemas a Sul com os curdos e sei que ainda tem bastantes desigualdades sociais - que provocam bastante emigração o que chateia de morte os alemães.
Também sei que é uma democracia, que é uma sociedade laica e que mudou muito nos últimos 30 anos.
Se quiser fazer comparações parvas, posso dizer que o nosso maior aliado padece dos dois primeiros problemas, que o nosso mais antigo aliado tem o mesmo terceiro problema mas a Oeste e que nós próprios temos o mesmo quarto problema só que chateamos os franceses.
Também poderia dizer que alguns dos últimos ou dos próximos aderentes ao Clube padecem de todas estas maleitas.
Parece-me tudo isto um bocado de hipocrisia no sentido original do termo - em grego, por ironia.
December 06, 2006
jingle bells

Desde 15 de Novembro que não se pode entrar num Centro Comercial. Mesmo que se queira entrar e sair rapidamente "porque preciso mesmo daquele livro do Não-Sei-Quantos", fica-se preso numa enxurrada de gente a comprar as prendas de Natal. Em Novembro! O consumismo é uma coisa linda, principalmente para mim que vivo dele. Mas há limites.
Há duas semanas que amigos e conhecidos me perguntam, com expressões alucinadas, "o que é que vais dar aos teus filhos? Já sabes?! É que eu não faço a mínima ideia!!! Já têm TUDO!!!!". Quando digo que ainda não pensei minimamente no assunto invariavelmente respondem-me naquele tom de voz suave e apaziguador normalmente reservado aos terminalmente insanos.
Sinceramente não faço a mínima ideia daquilo que vou oferecer aos meus filhos e restante parentela. Nem me interessa pensar nisso agora, porque não é importante. Apesar do Natal ter para mim o mesmo significado que tem a festa anual dos pescadores de Remolares, habituei-me a vê-lo como uma reunião familiar, onde se come em conjunto, se conversa em conjunto e, invariavelmente, se discute em conjunto. E por acaso lá para a meia-noite trocam-se umas prendas. Mas o que é importante é a primeira parte: ver parentes que só se vêm uma vez por ano, relembrar que a tia Clara é uma cabra, manter o Jorge longe da garrafa de vinho porque o tapete da sala não aguenta outra limpeza a seco e assim sucessivamente. As prendas são um pormenor: são a cereja mas aquilo que importa é o bolo.
Para os miúdos, o importante é ter o pai o dia inteiro em casa e poderem saltar-lhe em cima, jogar à bola com ele, etc. Gostam da prenda, claro. Mas o resto é que interessa.
surpresa...

O meio em que trabalho é muito pequenino. Toda a gente se conhece, se vê e se fala. Eu, como já estou a ficar mais velhinho, conheço muita gente e ouço muita coisa.
Hoje ouvi (uma-account-que-conhece-um-criativo-que-é-muito-amigo-do-director) que andaram a dizer mal de mim. Malzinho. A história já me deve ter chegado um bocado distorcida, como é habitual nestas coisas do diz-que-disse, mas por muito que estivesse aquilo que ouvi era, para ser simplista, treta.
Ri-me. Já tenho a idade e a experiência para não ligar a miúdos. Mas como posso ser sacaninha quando me apetece, e como conheço muito bem o tal director d'outros carnavais, iremos concerteza almoçar e tirar os nabitos da púcara. E rir. E cobrar um favorzito ou outro que estas coisas pagam-se sempre.
Aquilo que justifica o título do post - a surpresa - é "quem" foi dizer mal. Apesar de não ser uma surpresa completa, é-o um bocadito porque, apesar de velhinho e tal, ainda tenho a ingenuidade de acreditar nas pessoas.
C'est la vie.
December 05, 2006
November 29, 2006
real life.
Choose Life. Choose a job. Choose a career. Choose a family. Choose a fucking big television, choose washing machines, cars, compact disc players and electrical tin openers. Choose good health, low cholesterol and dental insurance. Choose fixed interest mortgage repayments. Choose a starter home. Choose your friends. Choose leisurewear and matching luggage. Choose a three-piece suit on hire purchased in a range of fucking fabrics. Choose DIY and wondering who the fuck you are on a Sunday morning. Choose sitting on that couch watching mind-numbing, spirit-crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pishing your last in a miserable home, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked up brats you spawned to replace yourself.
Choose your future.
Choose life.
(Trainspotting)
Choose your future.
Choose life.
(Trainspotting)
November 28, 2006
alea iacta est
Hoje tive de concretizar uma decisão que já tinha tomado há dois meses. Apesar de todo o tempo "de nojo", custou bastante.
Tinha de ser.
Tinha de ser.
November 17, 2006
vem aí o aborto!
Não, não é o Santana que vai voltar a andar por aqui.
Vamos ser chamados a referendar a interrupção voluntária de gravidez. Outra vez. Se o debate for tão idiota como foi há não-sei-quantos-anos atrás vai ser de novo inútil e provavelmente a abstenção vai ser tão elevada como naquela altura. O que será mau, porque é um assunto demasiado importante para ser ignorado pelos tugas em geral.
O que se dispensa são afirmações como as que houve no congresso do PS, tentando obrigar Sócrates a mudar a lei seja qual for o resultado do referendo. Não é lá muito democrático, acho eu.
O que espero é que desta vez o "Sim" passe, não só pelas razões óbvias, mas também porque senão vamos referendar a coisa todas as décadas até satisfazer o Bloco.
Vamos ser chamados a referendar a interrupção voluntária de gravidez. Outra vez. Se o debate for tão idiota como foi há não-sei-quantos-anos atrás vai ser de novo inútil e provavelmente a abstenção vai ser tão elevada como naquela altura. O que será mau, porque é um assunto demasiado importante para ser ignorado pelos tugas em geral.
O que se dispensa são afirmações como as que houve no congresso do PS, tentando obrigar Sócrates a mudar a lei seja qual for o resultado do referendo. Não é lá muito democrático, acho eu.
O que espero é que desta vez o "Sim" passe, não só pelas razões óbvias, mas também porque senão vamos referendar a coisa todas as décadas até satisfazer o Bloco.
November 15, 2006
tecla 3
Hoje n'O Público:
"Associações de deficientes entregam carta de protesto ao primeiro-ministro"
Parece que não paga as quotas há imenso tempo...
"Associações de deficientes entregam carta de protesto ao primeiro-ministro"
Parece que não paga as quotas há imenso tempo...
November 14, 2006
November 07, 2006
think again
don’t ever presume you know everything,
don’t be afraid to ask,
don’t be afraid to sound ignorant,
listen,
pay attention to everything around you,
and to everyone,
no matter how insignificant they may seem,
look for details,
see the broader picture,
don’t look, see,
follow your instict,
act on impulse,
remember you only have one life (unless hindus are right),
decide,
think thoroughly about what you know,
and then think again.
don’t be afraid to ask,
don’t be afraid to sound ignorant,
listen,
pay attention to everything around you,
and to everyone,
no matter how insignificant they may seem,
look for details,
see the broader picture,
don’t look, see,
follow your instict,
act on impulse,
remember you only have one life (unless hindus are right),
decide,
think thoroughly about what you know,
and then think again.
November 06, 2006
morte

Saddam Hussein foi finalmente condenado à morte. Finalmente porque desde o primeiro dia de julgamento - ou antes - se sabia que este seria o resultado.
Duvido muito da seriedade do julgamento e da imparcialidade do tribunal. Há demasiados interesses envolvidos, o clima social não é estável o suficiente para permitir um julgamento a sério e há demasiada influência norte-americana no país.
Por outro lado discordo de todo em todo com a Pena de Morte como forma de fazer justiça: parece-me típico das sociedades intransigentes e subdesenvolvidas (claro que estou a incluir os EUA). Creio que se o Iraque queria dar uma imagem de seriedade institucional e de maturidade política deveria ter escolhido outra pena qualquer que não esta.
November 01, 2006
histerical wars
Fui ao Museu da Electricidade ver a exposição de parafernália do Star Wars. Podia dar a desculpa de que tenho dois filhos que são fanáticos dos personagens, das histórias e dos filmes mas, se quiser ser honesto, tenho de admitir que também gosto destas coisas.
Foi engraçado ver na fila de 30 metros para a bilheteira pais quarentões e filhos pré-adolescentes igulamente histéricos com a antecipação, a comentar o que se podia descortinar de cá de fora, a qualidade das t-shirts em venda e as fotos dos cartazes.
Chegados lá dentro, museu a abarrotar de uma cambada de selvagens que se acotovelava para ver a maquete do planeta A ou o fato do Jedi B, sem a menor consideração pelos restantes visitantes ou sequer o menor cuidado com as várias crianças espremidas ali no meio. O visitante tuga divide-se, pelos vistos, em duas categorias: o snob das Janelas Verdes que olha de forma sobranceira para os outros sem reparar na exposição propriamente dita, ou o alarve supracitado, que grita pela Maria sempre que vê alguma coisa que o excita... normalmente o extintor de serviço.
Mas má mesmo é a exposição. Não as peças, que são um espanto principalmente para quem é apreciador de cinema e pode ver como é "enganado" através de miniaturas e maquetes fantásticas, com uma execução de um rigor quase fanático. Agora a exposição das peças, ou disposição se preferirem, é do Além: uma iluminação tão má que mal permite ver as peças; ilustrações e storyboards de produção expostos à altura do joelho - que normalmente vê mal - obrigando os visitantes a apreciar os ditos de cócoras ou de joelhos (o que pode ser bastante traumático, graças ao gene de canalizador que muitos têm, expondo o rêgo para todos verem); tendo em conta o local turtuoso de exposição, entre turbinas, tubagens e o diabo, a indicação de trajecto era tão má que foi normal ver a multidão parar e olhar em todas as direcções à procura de um guarda, uma tabuleta ou um acto divino.
De resto, vale a pena.
Foi engraçado ver na fila de 30 metros para a bilheteira pais quarentões e filhos pré-adolescentes igulamente histéricos com a antecipação, a comentar o que se podia descortinar de cá de fora, a qualidade das t-shirts em venda e as fotos dos cartazes.
Chegados lá dentro, museu a abarrotar de uma cambada de selvagens que se acotovelava para ver a maquete do planeta A ou o fato do Jedi B, sem a menor consideração pelos restantes visitantes ou sequer o menor cuidado com as várias crianças espremidas ali no meio. O visitante tuga divide-se, pelos vistos, em duas categorias: o snob das Janelas Verdes que olha de forma sobranceira para os outros sem reparar na exposição propriamente dita, ou o alarve supracitado, que grita pela Maria sempre que vê alguma coisa que o excita... normalmente o extintor de serviço.
Mas má mesmo é a exposição. Não as peças, que são um espanto principalmente para quem é apreciador de cinema e pode ver como é "enganado" através de miniaturas e maquetes fantásticas, com uma execução de um rigor quase fanático. Agora a exposição das peças, ou disposição se preferirem, é do Além: uma iluminação tão má que mal permite ver as peças; ilustrações e storyboards de produção expostos à altura do joelho - que normalmente vê mal - obrigando os visitantes a apreciar os ditos de cócoras ou de joelhos (o que pode ser bastante traumático, graças ao gene de canalizador que muitos têm, expondo o rêgo para todos verem); tendo em conta o local turtuoso de exposição, entre turbinas, tubagens e o diabo, a indicação de trajecto era tão má que foi normal ver a multidão parar e olhar em todas as direcções à procura de um guarda, uma tabuleta ou um acto divino.
De resto, vale a pena.
rembrandt van rijn
tempo
Ultimamente têm-me feito perder tempo. O que detesto. Pela idade e pelo ritmo de vida. Ainda por cima têm-me feito perder tempo com questões idiotas, comezinhas: "Ah porque e tal..."; "Pois eu acho que..."; ""Se fosse eu...". Chiça ! Parecem personagens saídos do Gato Fedorento.
Perco tempo duas ou três vezes a explicar "porque é não pode..." ou porque é que "ah e tal não é bem assim", faço desenhos a cores e com detalhes e depois canso-me. Infelizmente não me canso das situações mas sim das pessoas. Deixo-as cair. Não me volto a interessar por elas e de preferência prefiro nem voltar a ouvir falar delas.
Agora olha... há que voltar a investir.
Perco tempo duas ou três vezes a explicar "porque é não pode..." ou porque é que "ah e tal não é bem assim", faço desenhos a cores e com detalhes e depois canso-me. Infelizmente não me canso das situações mas sim das pessoas. Deixo-as cair. Não me volto a interessar por elas e de preferência prefiro nem voltar a ouvir falar delas.
Agora olha... há que voltar a investir.
October 31, 2006
as sete maravilhas de (um) mundo
Quem quiser divertir-se (moderadamente) vá ao site new7wonders e ajude a eleger as novas 7 Maravilhas do Mundo.
As minhas escolhas foram mais ou menos óbvias:
- Alhambra
- As Pirâmides
- Hagia Sofia
- Acrópole
- Taj Mahal
- Templo Kiyomizu
- A Grande Muralha
Destas, a única em comum com as 7 Maravilhas do Mundo Antigo é Gizé, creio.
A eleição decorre até 7 de Julho de 2007 (07.07.07 - terá algum significado?) e a apresentação será em Lisboa.
As minhas escolhas foram mais ou menos óbvias:
- Alhambra
- As Pirâmides
- Hagia Sofia
- Acrópole
- Taj Mahal
- Templo Kiyomizu
- A Grande Muralha
Destas, a única em comum com as 7 Maravilhas do Mundo Antigo é Gizé, creio.
A eleição decorre até 7 de Julho de 2007 (07.07.07 - terá algum significado?) e a apresentação será em Lisboa.
October 25, 2006
copista

Diz-se por aí que afinal o Miguel Sousa Tavares plagiou um outro livro qualquer quando escreveu o "Equador". Se isto for verdade desilude-me porque não só gostei do livro como, apesar de não estar de acordo com o senhor a maior parte das vezes, tenho-o em alguma consideração.
Mas a questão para mim não é essa. Afirma-se no Correio da Manhã, creio, algo como "(...) Por debater fica agora questão maior: a da imunidade virtual (...)", porque a acusação de plágio é feita num blog anónimo (http://freedomtocopy.blogspot.com/). Em entrevista ao DN, MST afirma que "a difamação [é] cobarde e encapuzada"
As afirmações do CM e de MST são no mínimo idiotas, porque 99% dos blogs ou é anónima ou então a identidade dos escribas é impossível de verificar. Uma das virtudes da blogosfera é esse anonimato, que permite qualquer um dizer aquilo que lhe apetece sem o risco de sofrer sanções. Para além disso nunca vi o CM ou Tavares chocados quando a comunidade lusa de blogueiros vilipendia, achincalha e liminarmente insulta Sócrates, Santana Lopes, Cavaco, Soares e o resto dessa cambada de inúteis que são os nossos políticos. Dois pesos e duas medidas? Se, segundo a imprensa indígena, os blogues são úteis para analisar os estados de espírito do tuga médio, então não podem impor limites à opinião e à expressão desses mesmos tugas se o tema não interessa.
Por outro lado não vi nenhum meio de comunicação fazer aquilo que fez o autor do tal blog: pegar na obra plagiada e na plagiadora, compará-las e apresentar os resultados de uma forma isenta. Seria mais útil (e mais próximo daquilo que deve ser um meio de comunicação a sério) do que meramente divulgar as lamúrias do pobre injuriado - o que é bastante revelador da qualidade de jornalistas que temos.
Subscribe to:
Posts (Atom)


