Diz José Pacheco Pereira, no seu Abrupto, o seguinte: Venha a boa moeda expulsar a má. Nem Santana Lopes, nem Sócrates são boas moedas. São as duas faces da mesma moeda má. É no PSD que se pode encontrar a boa moeda. Cavaco seria a melhor e deveria ponderar as consequências do seu próprio artigo no Expresso. É mais preciso no governo do que na Presidência da República. Se quiser tem tudo e todos com ele.
O PSD tem que perceber que esta é a única possibilidade do oferecer ao país a melhor alternativa, (a alternativa que Santana Lopes dará ao país é o PS e Sócrates), poder ter uma maioria absoluta e fazer as reformas que o país urgentemente necessita. Não é messianismo, é realismo. É só querer.
A moeda é uma referência a um artigo de Cavaco Silva publicado Expresso desta semana, onde afirma que os políticos decentes, de carreira e com provas dadas deveriam vir expulsar esta nova geração de incompetentes. Devo dizer que quando li o artigo a primeira coisa que me veio à cabeça foi que o professor se estava a preparar para fazer nova revisão ao carro, a caminho do próximo congresso do PSD.
Também compreendo a afirmação de JPP: Cavaco foi o primeiro-ministro menos mau do pós 25 de Abril. Digo menos mau porque os últimos anos de cavaquismo já foram complicados, com algumas atitudes pouco recomendáveis a menores de 18.
Mas a verdade é que ele foi o melhorzito que tivemos. Endireitou as finanças, pôs a economia a crescer e dotou o país de infraestruturas há muito necessárias. Também tomou algumas más opções, como investir em demasia no betão e investir muito pouco na reforma do estado, na educação ou na justiça. Mas, no cômputo geral, o saldo foi positivo.
Não sei se necessitamos do messias de novo, mas precisamos realmente de alguém com a sua estatura e sentido de estado. Sócrates, apesar de não ser provavelmente tão incompetente como Santana Lopes, é mais do mesmo. Pior ainda daquilo que foi Guterres. Se se observar bem o discurso de Sócrates, vê-se com muita nitidez o deserto de ideias que é aquela cabecita grisalha: para além dos chavões para "inglês ver", e de meia-dúzia de promessas feitas à medida aquilo que o povão quer ouvir, ainda não se ouviu nada que demonstre uma ideia para o país, um objectivo palpável e atingível seja em que prazo fôr, curto-médio-ou-longo.
Talvez o repto que JPP faz a Cavaco e ao partido se deva aplicar também a si próprio: vir a público reclamar um congresso extraordinário, desafiar aqueles que considera "boa moeda" a dar a cara por um projecto viável e sustentado para o país e, principalmente, afirmar e defender as suas ideias em público e no seio do partido. Apenas Marques Mendes "tocou" uma nota dissonante no último congresso do PSD; se houvesse mais notas da mesma escala nessa e noutras alturas talvez não estivéssemos nesta situação neste momento.
No comments:
Post a Comment