February 21, 2005

aftermath

E lá acabou mais um ciclo eleitoral. De forma muito pouco surpreendente, diga-se. O PS ganhou, com maioria absoluta, sem ter feito nada para isso e sem a merecer minimamente. O PSD e o CDS pagaram o preço dos disparates de Santana Lopes, bem como da "fuga" de Durão Barroso. O PCP aguentou-se, com uma pequena recuperação até, mas parece-me ser apenas um último fôlego de um partido com morte anunciada. O Bloco, apesar de ter triplicado o número de votos, tem uma vitória amarga pois, contra aquilo que esperava, o seu grupo parlamentar torna-se totalmente irrelevante para as decisões políticas dos próximos quatro anos.
E assim teremos um governo minimamente estável para uma legislatura inteira. Do mal o menos. Esperemos que tenham a coragem de fazer aquilo que é necessário fazer pelo país, tendo em conta que lhes deram todos os meios para isso: o discurso de vitória de Sócrates não foi nada tranquilizador para o futuro, mas esperemos que tenha sido apenas fruto das circunstâncias.

Vem aí agora a luta interna do PSD, para saber quem vai substituir Santana, mais conhecido por "ò mãe, aqueles meninos baterem-me!". Parecendo que não, é importante que os Sociais Democratas escolham um líder forte, para podermos ter uma oposição que possa fiscalizar convenientemente o poder descricionário da maioria vigente.

O português médio (aquele que mede 1,72 metros e tem barriga e bigode à guarda republicano) suspira de alívio por ter acabado o circo eleitoral, e deseja agora concentrar-se naquilo que é realmente importante no seu dia-a-dia: o campeonato da Superliga, os Morangos com Açúcar, os preparativos para o Mundial de 2006 e a próxima pratada de bacalhau-com-todos.

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