Não sei muito bem porquê, mas sempre preferi o David de Donatello ao de Miguel Ângelo. Talvez por ser menos heróico, ou
politicamente correcto, mais andrógino e enigmático, com um sorriso perfeitamente indecifrável e uma postura que sublinha a sua indefinição sexual mas com uma expressão que retira qualquer tentação de o classificar como infantil. Enquanto que o David de Miguel Ângelo tem uma postura definitiva, de quem acabou o trabalho e o afirma expressamente, o de Donatello permanece desafiante e, principalmente, provocante.
Pobre Golias.
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