March 17, 2005

tenho fome



É quase meia-noite e ainda não jantei. Com a quantidade de trabalho também não almocei. Tenho fome. Um bocadito.
Desde há um bom bocado, entre maquetes de anúncios e monofolhas, só consigo pensar em Cozido à Portuguesa, Dobrada ou outros pratitos leves da nossa gastronomia, como Feijoada ou Ensopado de Borrego.

É uma das coisas que gosto mais da nossa santa terrinha: a comida; é saborosa, rica e, principalmente, substancial. Não é como essas mariquices afrancesadas, com o pratito todo arranjadinho com 10 gramas de carne, uma batata tímida e um rabanete para dar cor - quando vem um prato assim para a mesa nunca sei se hei-de comer ou tirar uma fotografia. A nossa comida não. É feita para encher até não caber mais, para acompanhar com muito vinho tinto e para relembrar, com uma expressão beatífica, passados 15 anos: "lembras-te da quantidade perfeitamente pornográfica de cozido que comemos nas Furnas? Eia bem...".

Povo que cozinha e come assim não pode ser mau de todo.

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