April 08, 2005
cavalgaduras
Conversa de café, hoje, para amenizar o espírito durante as horas laborais. O primeiro tema, logicamente, foi a religião, o ateísmo e como se demonstraram numa mesa de café as razões das guerras religiosas (se dois primatas se pegam porque um é católico e o outro ateu, o que não será entre dois povos armados até aos dentes). Um dia voltarei a este tema.
O segundo tema foi mais prosaico mas não menos importante. Uma colega nossa, farta de nos ouvir a discutir o indiscutível meteu-se de permeio e contou-nos um episódio insólito: ia ela toda lampeira na A5 sentido Lisboa-Cascais quando, para seu espanto, depara com dois guarda-republicanos-fardados-e-tudo, na berma da dita auto-estrada, um montado a cavalo e o seu partenaire conduzindo outra alimária pela rédea (um cavalo, não um GNR).
Ficou tudo de boca aberta. "'Tás a gozar" diz um. "Não posso" diz outra. "A Sério!" diz ela "ali ao pé de Carnaxide!".
Ora, se bem me lembro, não é permitida pelo Código a circulação nas auto-estradas de velocípedes com e sem motor, peões, veículos agrícolas e veículos de tracção animal. Parece-me que o cavalo como veículo de tracção integral se inclui numa destas categorias (quem ainda está a pensar qual, por favor dirija-se à escola primária mais próxima).
Se bem me lembro, também, cabe aos agentes da autoridade fazer com que a lei se cumpra, bem como cumpri-la de igual modo. Dando o exemplo. Convém que alguém explique isto aos agentes da GNR.
Tendo em conta os avanços da tecnologia, talvez seja possível colocar nos acessos às auto-estradas nacionais um sinalzito daqueles com luzinhas que muda conforme o tempo, os acidentes ou as obras e, sempre que circule a GNR na dita, a cavalo, a pé ou de pópó, apresente o sinal que abre este post.
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