Depois da anunciada candidatura de Mário "é fixe" Soares à presidência da terreola, e depois de analisar bem o seu oponente, Aníbal "nunca mais me decido" Cavaco Silva, creio bem ter poucas hipóteses realistas diante de mim: ou voto MASP... e a seguir, tendo em conta a dose de loucura, candidato-me imediatamente a Miss Portugal; ou voto Cavaco... e só me volto a perdoar em 2114; ou me abstenho (o que tem acontecido desde as primeiras eleições presidenciais)... ou desato a fazer aquelas figuras parvas que fazem certos meninos, do género de andar a gritar "Real! Real! por El-Rei de Portugal" (porque é que lhe querem pagar em moeda brasileira?) e ponho um autocolante azul e branco da monarquia constitucional no rabiosque do meu chaveco.
No fundo tenho uma certa pena que o nosso herdeiro do trono (soa a canalizador ou a leitor compulsivo d'A Bola) seja completamente inapresentável. Basta-lhe abrir a boca e não há casamento real possível com outra dinastia europeia durante três gerações.
É pena, porque nações antigas como Portugal, a Inglaterra, a Suécia ou a França até poderiam ter, em vez de um presidente que é eleito apenas para ganhar uns trocos e cortar umas fitas, um rei - ou rainha (como se chamaria se fosse transsexual?) - que representasse o país no seu todo: toda a sua população e toda a sua História.
Infelizmente, com a coroa vêm outros acessórios de péssimo gosto: a nobreza perfeitamente idiota de tanto se ter reproduzido entre si; a padralhada a tentar recuperar o poder e influência perdidos...
Moral da história: abstenho-me. Pois.
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