Vi na televisão, tanto no Jornal das Não-Sei-Quantas e numa qualquer Grande Reportagem ou coisa que o valha, duas peças sobre Israel que me deixaram um bocadito desesperado com a espécie humana.
No noticiário - velha expressão do tempo em que era tudo a preto e branco e o globo do genérico estava pendurado por fios e rodava aos soluços - vi a retirada dos residentes dos colonatos, creio que em Gaza, com momentos de violência, fanatismo e intolerêancia desmesurados.
Na "reportagem", falavam dos judeus ortoxos (aqueles com caracolinhos no lugar de patilhas, que eu sempre designarei por "judeus gay") onde estes afirmavam posições sociais e territoriais dignas do tio Adolfo.
Tudo isto em nome de Deus. Parece que o caramelo divino afirmou que a terra entre o Mediterrâneo e o Eufrates, ou entre outra coisa qualquer que eu Bíblia é mais bolos, era propriedade do "povo escolhido". Esta afirmação sobre propriedade horizontal parece ter sido proferida há, mais coisa menos coisa, 3500 anos, altura em que havia profetas, santos, iluminados e quejandos aos pontapés. Bastava levantar uma rocha cananaica e tínhamos um Messias prêt-a-porter. Não era propriamente uma época onde a Cultura e o conhecimento natural e científico abundassem: se o Sol se levantava... tunga!... Deus existe; o Sol põe-se... trás!... Deus mandou-o dormir; um eclipse solar... oops... o Gajo está irado connosco, e assim sucessivamente. E é desta época iluminada que se retiram os argumentos para reclamar territórios, delinear fronteiras e reclamar superioridade rácica sobre "o outro".
É desesperante.
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