Nunca percebo muito bem quais são as razões que movem os meios de comunicação neste país, principalmente nesta época. Será a silly season, como vulgarmente se diz, ou serão os media em si completamente silly?
Infelizmente a resposta parece-me ser outra completamente diferente. Em vez de silly season ou silly media temos, para manter os anglicismos, os Biased Media - ou, em portuga normal, os Meios Tão Tendenciosos que é Preciso Ser Parvo para Não Perceber de Todo.
Basta olhar para os meses de Junho, Julho, Agosto e, provavelmente, Setembro de há dois anos, do ano passado e deste ano: enquanto o PSD foi Governo, fosse qual fosse o energúmeno a encabeçá-lo, os incêndios eram a Grande Notícia. Tínhamos filmagens em directo, estatísticas de áreas ardidas, comparações com outros anos desde 1769 (ano em que a peruca do Marquês de Pombal ardeu), declarações de catástrofe nacional, climática, e ambiental, e, acima de tudo, de inépcia, inoperância, incompetência e corrupção governamentais.
Este ano, em que a área ardida é a maior de sempre, a inoperância do Governo é idêntica à de qualquer outro, a falta de meios a mesma e a falta de organização idem, os nossos Mass Media mantêm-se curiosamente silenciosos nas suas análises catastrofistas, nas declarações de incompetência governamental e o Nuno Rogeiro ainda não veio a estúdio televisivo (provavelmente por ter medo de lhe acontecer o mesmo que ao Marquês).
Seja qual for o tema que se escolha a atitude dos media é sempre esta: beneficiar os governos de esquerda e penalizar os de direita. Talvez porque os jornalistas são de esquerda. Porque a esquerda é, supostamente, "boa" enquanto a direita é "má", sendo portanto melhor estar do lado dos "bons".
Com esta atitude, a imprensa esquece-se da sua função única: informar de forma imparcial, para que o público forme uma opinião consistente.
Costumo dizer que os nossos políticos são, na sua generalidade, maus políticos. Maus no sentido de inúteis, pensando apenas em benefício próprio e não nas necessidades dos governados. Sou obrigado a colocar a generalidade dos jornalistas exactamente na mesma classificação, por não cumprirem a sua função elementar.
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