September 01, 2005

vacanças

Como tenho a mania que sou original, em vez de ir para o Algarve de férias, ou para Aruba ou coisa que o valha, fui para a Beira (uma delas). Moral da história: torrei que nem um hamburger debaixo da lâmpada-do-aquecedor-para-parecer-que-é-fresco e, como não sou capaz de ficar quieto no mesmo sítio durante muito tempo, fiquei o parco rabiosque achatado graças às duas milenas de quilómetros que fiz em 4 dias.

Da Beira pouco se salva: Covilhã é feio como poucas cidades, Manteigas idem, Seia é um disparate urbanístico...
Salva-se, como sempre, Sortelha com a sua arquitectura tradicional bem preservada, um javalizito com batatita cozida de se lhe tirar o chapéu mas, infelizmente, é uma aldeia completamente morta, sem vida e sem habitantes para além daqueles que teimam em querer morrer na sua terra.
Salva-se também Belmonte, terra de insuspeita judiaria, bem conservada e habitada, sem néons e placas publicitárias indescritíveis, limpa e ordenada. Uma agradável surpresa.
Do outro lado da linha que nos separa dos "nuestros", que atravessei devido a um apetite imenso de caramelos e gasolina 40 "paus" mais baratita que por cá, vi Ciudad Rodrigo, que não conhecia.

Ay carajo qu'aquilo é outro mundo mesmo - e não digo isto porque o El Pais publicou aquele lisonjeiro (e verdadeiro) artigo sobre Portugal a arder. Praças animadas, sem trânsito e com esplanadas de meter inveja a um brasileiro, polícias simpáticos a indicar o parque porque aí o coche no puede parquear ou lá o que raio é que o gajo disse, monumentos bem cuidados ou em adiantada fase de restauro, jardins simpáticos apesar da seca... É o que dá ter os mesmos recursos que nós (turismo, vinho, azeite e bares de alterne) mas ser um poquito mais organizados.

Podíamos aprender qualquer coisita...

No comments: