Segundo as notícias, os manuais escolares do estado do Kansas vão poder por em causa a teoria da evolução.
É daquelas notícias que, em tempos normais, me fariam rir a bandeiras despregadas e gozar com os americanos durante pelo menos três semanas. Em tempos normais.
Nestes tempos a notícia alarma-me um bocadito. A teoria da evolução, que Darwin postulou em mil oitocentos e troca o passo, em resultado das suas observações em Inglaterra e durantes as viagens do Beagle, tem vindo a ser (a)provada desde essa altura. Hoje em dia, graças aos avanços em matéria de genética, a teoria não só está mais que provada como há um novo campo de investigação que a demonstra inequivocamente. Como é então possível que seja posta em causa na nação que mais investe em investigação científica, que mais prémios Nobel ganha, que tem das universidades mais reputadas do mundo inteiro, que tem o mais generalizado acesso à internet e à informação em geral?
Que os Estados Unidos são um país de contrastes sociais, é óbvio. Mas são também uma referência para todo o mundo - e principalmente para a velha Europa, que os tenta emular em tudo. Este tipo de atitudes pode vir a ter ecos deste lado do mundo. Se a recrudescência religiosa começa a surgir lá, pode-se alastrar por aqui. E todos conhecemos aquilo que a Europa fez em nome da religião.
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