Bom. Pela primeira vez nestas minhas andanças na blogolândia, vou dirigir um post a alguém. Uma "alguém" que me desafiou a aumentar a lista de estranhos hábitos que postei há pouco tempo. Começaram por ser dez, mas como como reclamei a coisa já vai em vinte. É melhor despachar-me senão a Cruella vai pôr-me a escrever até ao Ano Novo.
Podia levar isto no gozo e pura e simplesmente debitar duas dezenas dos disparates que me acompanham no dia-a-dia, fruto do hábito de quatro décadas de vida. Ou então, devido ao respeito e consideração que ganhei pela desafiadora, levar isto um bocadinho mais a sério. Para isso, há que afirmar o óbvio: todos os estranhos hábitos que tenho, seja chegar tarde a todo o lado, ou só sair de casa de banhinho tomado, advêm pura e simplesmente das minhas piores falhas de carácter. Listar estas últimas é mais fácil que listar vinte hábitos mais ou menos estranhos, porque são bastante menos. Quase todas as minhas manias que irritam os outros provêm de dois simples defeitos graves: egoísmo e imaturidade.
O egoísmo faz-me ignorar - ou não dar importância - à maior parte das pessoas que me rodeia. Daí nunca me lembrar do nome de ninguém, ou não querer saber se estão à minha espera, ou seja o que for. Inconscientemente, tudo aquilo que não se passa no Planeta João não me interessa minimamente. É a mesma razão - ou uma das razões - que faz com que não saia da agência, seja a que horas for, sem dar uma voltita na web ou antes de jogar um bocadinho no computador.
A imaturidade tem efeitos semelhantes, levando-me a pensar sempre que o despertador toca "... o mundo não vai acabar antes das onze de certeza... só mais dez minutos...", ou a mandar tudo às urtigas até às quatro da tarde e ir passear para a praia (no Inverno). Também tem um lado divertido, claro, que me permite deitar a língua de fora aos taxistas no Marquês de Pombal depois de uma particular alarvidade ao volante. Ou a buzinar e a dizer adeus às patrulhas da GNR-BT pacatamente parqueadas na berma da estrada.
A única circunstância atenuante que posso invocar é que conheço bem os meus defeitos e tento, sempre que me apercebo disso, corrigir as minhas atitudes. Claro que falho redondamente a maioria das vezes, mas ando a tratar-me. É pena as ampolas já não fazerem efeito.
Peço-te desculpa, Sílvia, porque o teu desafio não gerou um post divertido e levezinho. Mas, como tenho intenção de voltar a trabalhar contigo, talvez venhas a presenciar muitas das minhas manias. Com sorte, as mais inofensivas.
3 comments:
olá! gostei de conhecer este espaço!
Se há coisa que me dá particular gozo, é entrar na Fontes Pereira de melo e entalar os fogareiros que vêm pela direita...
Sempre que isso acontece, chego bem disposto ao escritório...
Um abraço
Aprendi contigo a dobrar as minhas propostas. Espero vir a aprender muito mais coisas, até mesmo como tratar essas tuas manias que tanto apregoas.
Para mim, o que interessa é que o trabalhinho fique feito e bem feito e patrãozinho satisfeito. :)
(obrigada pelo post, João.)
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