
Capítulo I - Uma investigadora da universidade de Coimbra quer abrir o túmulo de D. Afonso Henriques para poder estudar melhor um homem de importância histórica para Portugal, falecido há um horror de anos.
Capítulo II - O IPPAR resolveu proibir a abertura do túmulo por que não foi consultado.
Mais capítulos se seguirão, mas pode-se comentar a novela já.
Tendo em conta que sabemos tanto sobre o nosso primeiro rei como sabemos sobre vida extraterrestre, é de louvar que alguém queira estudar o assunto. Os egípcios sabem a altura de reis de há 3000 anos atrás mas nós continuamos a teorizar se o homem media 1,60m ou 2m. Abra-se a caixa, meça-se, descubra-se de que morreu o desgraçado, se fumava ou não... em suma, investigue-se como deve ser.
Mas o IPPAR não deixa. Porque não foi consultado. Porque lhe retiraram importância. Em vez de perguntar à senhora investigadora qual o intuito da abertura, que método iria utilizar para poder avaliar os putativos danos ao monumento - única responsabilidade do instituto - quanto tempo durará a investigação e assim sucessivamente, não! pura e simplesmente proíbe o acto, obrigando assim a senhora recorrer ao Ministério da Cultura, a percorrer mais meia-dúzia de quilómetros de corredores da burocracia, etc.
Tudo por causa da muito tuga tradição das "capelinhas". Entretanto, sua majestade falecida já deu duas voltas no ossário e deve estar a pensar - não com os botões porque não os tem - "Que raio de ideia a minha de ser rei. Desculpa lá, ó primo".
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