January 03, 2007

dois mil e qualquer coisa

É habitual nos fins-de-ano fazer-se o balanço do pobre ano que morre. Os jornais fazem-no, as televisões fazem-no e a D. Gertrudes normalmente também faz. Mentalmente mas faz. Um balanço, este, normalmente feito de contas de cabeça, a tentar descobrir para onde foi a pensão / ordenado mínimo / subsídio de desemprego.

2006 não foi um ano particularmente mau. Ou bom. Foi igual a tantos outros, provando mais uma vez que a espécie humana, em termos de inteligência, pouco acima está do gafanhoto. O argumento - que tem uma base científica nula - prova-se de qualquer modo pela execução bárbara de Saddam Hussein, pela entrada de mais dois estados para a União Europeia (já funcionava mal a quinze, quanto mais a 27), pela estúpida e contínua política de Israel relativamente à Palestina e assim sucessivamente. Prova-se pelos 3001 desgraçados americanos mortos numa guerra desencadeada por um anormal de cartilha e pela recusa das sociedades ocidentais (e não só) fazerem algo que seja para minorar os problemas ambientais que se acumulam cada vez mais.

Decididamente, o Ano do Cão não diz muito de favorável para o Homem - diz um bocadinho melhor para a Mulher, mas por pouco.

Bom Ano Novo.

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