
O Cardeal Patriarca, magnanimamente, concorda com a Educação Sexual no ensino português. Desde que, claro, a castidade seja um dos valores salvaguardados no ensino da disciplina.
Aquilo que o senhor Cardeal se esquece é que a Educação Sexual é uma matéria factual, e não moral. Enquanto que a castidade, e o seu inverso, são questões sociais, morais e comportamentais, definidas pelos padrões de comportamento de uma determinada sociedade e reguladas pelos seus valores, a Educação Sexual trata de abelhas, coelhos e seres humanos: não passa, talvez, de um ramo aplicado da Biologia ou da Antropologia. Enfiar aqui a Castidade seria tão ridículo como explicar as práticas do Sado-Masoquismo.
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