Soube há pouco que o Jesus Christ Superstar está em cena cá no burgo. Não sabia. Do Cats sabia (vá lá).
Apesar de estar um bocadito atrasada (estreou-se em 1971 em Nova Iorque), vale a pena ver. Se a companhia de teatro de Brno for boa, o que não faço a mínima ideia se o é ou não.
Vi a peça em Londres (em 1974... sou velho) e, apesar da minha tenra idade, fiquei deliciado. Vi mais tarde a adaptação para cinema (em Lisboa, desta vez), confirmando a minha opinião inicial: é uma peça excepcional, tanto musicalmente como em termos de "argumento".
A peça fascina-me não apenas pela sua encenação e música, mas também pelo tema em si. Como qualquer ateu que se preze, o fenómeno religioso surpreende-me e fascina-me sempre. Por isso, acabo por ver sempre tudo relacionado com o tema, desde Os Dez Mandamentos, com o Charlton Heston e as suas barbas de algodão doce, à Paixão de Cristo - o primeiro gore movie religioso que vi até hoje.
Não que os filmes, ou os livros como o de José Saramago, me ajudem muito a compreender o fenómeno religioso, mas ajudam a compreender o que a religião significa para os fiéis, pelas reacções que causam entre as fileiras de crentes - como aconteceu com o Sr. Krus Abecasis e o Je Vous Salue Marie, de Godard. Revelam muitas vezes que a tolerância de um católico fervoroso a visões alternativas do mito religioso é semelhante à de um qualquer fundamentalista islâmico.
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