November 06, 2004

criancices

Hoje comprei um DVD para os meus filhos. Shrek 2.

Para ser completamente honesto, só em parte é que o comprei para eles: em grande parte comprei-o para eu o poder rever (vi-o no cinema, acompanhado de um balde de pipocas formato jumbo e uma coca-cola).

A maior parte dos meus amigos acha que eu sou completamente tontinho, por gostar do Finding Nemo, ou de ler o Harry Potter, ou de me desmanchar a rir com o velhinho Bugs Bunny - ou, como diria o Vasco Granja, o Pernalonga.

Na verdade, aquilo que me fascina nas estórias para crianças, é o processo imaginativo. Por isso é que não gostei assim muito dos filmes do Senhor dos Anéis: quando li a trilogia - mais o Hobbit, o Silmarillion, as Unfinished Tales e todos os outros - vi os livros; todo aquele universo de Tolkien era (e é) quase real, os elfos altos (sem orelhas ponteagudas) e sérios, os orcs deformados por fora e por dentro, Eressëa branca e luminosa. Claro que o filme não respeita a minha versão visual e, logo, foi uma desilusão.

Por vezes tenho pena dos adultos, que para o serem acham que devem ver Wim Wenders e ler Proust, apenas, esquecendo-se que por vezes faz falta trabalhar o musculozinho da imaginação e da criancice, aquele que nos permite sonhar e ser um bocadinho mais felizes (e menos chatos).

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