Dizem os media nacionais que 39% dos trabalhadores têm dores nas costas. Por más posições de trabalho.
Se calhar também por estarem habituados a vergarem-se constantemente, a terem pouca espinha.
O trabalhador português médio prefere passar o tempo a ver a Quinta das Vacas Loucas (ou das Celebridades, como preferirem), em vez de perder um bocadinho desse tempo a informar-se sobre os seus direitos, a renovar os seus conhecimentos de forma a subir na carreira, a melhorar o seu grau cultural de maneira ser melhor trabalhador e, também, melhor pessoa. Prefere muitas vezes passar horas no escritório/loja/linha de montagem a reclamar contra o patronato, o sistema e as horas a que passam os episódios da Quinta, em vez de reclamar melhores condições, ou a ser melhor funcionário para justificar essa melhoria de condições.
Obviamente que o "patronato" prefere o status quo: é mais fácil e sai mais barato não investir em boas condições de trabalho para os seus assalariados. Principalmente porque estes nunca sabem ao que têm direito. Mas se "as massas" fizerem o pequeno esforço de informarem, quer o patrão queira, quer não, tem de dar essas condições mínimas de trabalho e de segurança.
Daí a importância dos sindicatos que, em vez de se consumirem em lutas internas pelo poder, ou de servirem meramente de trampolim para voos políticos mais altos, deveriam ajudar a formar e informar quem, teoricamente, defendem. Para as entidades empregadoras seria muito útil que assim fosse, porque uma empresa, seja qual for o seu ramo, só tem a lucrar com trabalhadores satisfeitos e bem formados, quer em termos de produtividade quer em termos de sobrevivência perante a concorrência a longo prazo.
Mas, como em tudo, continuamos a ser um povo de vistas curtas.
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