E assim acabou mais um ano. Ciao 2004. Venha mais um.
Não se pode dizer que tenha sido um ano muito engraçado este que passou, com tanta catástrofe junta: as Aventuras do Super Santana por cá, o pateta Bush reeleito por lá e, para culminar, um desastre de proporções bíblicas no Oceano Índico que serviu, entre outras coisas, para nos demonstrar como os nossos problemas são pequeninos e mesquinhos. Noutras épocas menos informadas ter-se-iam criado outras lendas de Gilgamesh ou de Noé, mas como estamos na Era da Informação limitamo-nos a contabilizar o número de vítimas às 20:00 horas e a seguir em frente com as nossas vidinhas comuns. Daqui a um mês ninguém se vai lembrar das vítimas colaterais do raz-de-maré (tsunami pr'ós amigos), que vão sucumbir em muito maior número que as vítimas directas, de cólera, malária, fome e outros cavaleiros do apocalipse.
Assim é a nossa sociedade, de curta memória.
Se não me engano, pelo menos por cá, 2005 vai ser tão divertido como foi 2004.
Feliz Ano Novo a todos. Carpe Diem.
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