December 27, 2004
season's greetings
E pronto, está despachado mais um Natal. Meia dúzia de presentes oferecidos, meia dúzia de presentes recebidos e já está. Como ninguém se lembrou de me oferecer o Espírito de Natal da Toys 'R' Us (a versão Combat Gear de preferência), como sempre a coisa do Natal passou-me um bocado ao lado. É giro para os miúdos e chega.
Claro que sabe bem o bacalhau mais o borrego e o perú, seguido da mousse, das rabanadas e das fatias de ananás, tudo bem regado com quantidades copiosas de Dão. Se juntarmos a isto a quantidade perfeitamente pornográfica de roupa velha ingerida no dia de Natal, também bem regado - mas agora de tinto Portalegrense -, compreende-se bem porque é que parece que estou no último mês de gestação de uma cria hipopótamo.
Como não-crente observo a quadra natalícia completamente de fora e parece-me sempre que as razões originais para a celebração do Natal se perderam por completo. Qual menino qual vaca do presépio: hoje só interessa a todos a contabilização final do número de prendas recebidas e, para alguns idiotas, das dadas. Paz entre os Homens, boa vontade e tudo o resto passaram para segundo plano e o que interessa mesmo é o Flatron Sony e a casa no Hawaii da Barbie.
É um bocadito hipócrita, tudo isto.
Mas como é a única oportunidade que tenho, em 365 dias, de comer roupa velha - em quantidades que fazem a Grande Farra parecer uma sucessão de refeições no Biafra -, vale a pena aturar as músicas gastas dos centros comerciais, as iluminações municipais de gosto duvidoso e as multidões enlouquecidas em busca da última versão da consola Playstation.
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