December 22, 2004

peso



Tal como a Cariátide Caída, de Auguste Rodin, que cedeu sob o peso da estrutura que suportava, parece que o país vai soçobrar sob o peso das várias irresponsabilidades e incompetência da classe política.

Depois do descalabro que foi Santana Lopes vai-se seguir o discurso vácuo do guterresinho Sócrates. Tendo em conta que o PCP demonstrou no último congresso que não quer mudar, o CDS é aquilo que se sabe e o Bloco de Esquerda continua a ser apenas o defensor das utopias, onde é que está a escolha? Nenhum partido com assento parlamentar tem uma ideia para o país. Se descontarmos os chavões gastos da "economia de mercado", da "defesa dos direitos do trabalhador" ou do "rumo europeísta", não resta absolutamente nada original.

A questão é, simplesmente, o que queremos que o país seja: uma espécie de Finlândia onde o desenvolvimento de alta-tecnologia é quase uma missão messiânica?; uma potência industrial como a Alemanha?; um centro financeiro como a Suíça?; um albergue de dementes como os EUA?

Ao contrário daquilo que se pensa, nós temos um enorme potencial. Temos uma costa enorme onde podemos desenvolver investigação e recolher recursos. Temos um território quase perfeito para a prática de turismo durante todo o ano. Temos experiência em tecnologia de ponta em telecomunicações e informática, como se vê com o caso da PT e da Siemens.

Então o que falta?

Liderança. Honestidade. Rigor. Visão. Tudo aquilo que deveria ser fornecido pela classe política, mas que falha permanentemente.

Talvez devêssemos aproveitar o nosso recurso marítimo, agarrar nos nossos políticos e afogá-los liminarmente. Depois escolhíamos outros que, depois do exemplo, talvez se portassem bem. Ou então importem-se, da Noruega, como o Bacalhau.

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