February 14, 2005

em quem vou votar

Muito sinceramente, passei o último mês a tentar pensar friamente em que votar no próximo Domingo. Tenho ouvido algo atentamente o que dizem os líderes dos partidos, li os programas (cruzado, confesso), consultei a net à procura de notícias e declarações e, finalmente, cheguei a uma conclusão:

no próximo dia 20 de Fevereiro de 2005 vou votar... (tcham tcham tcham)... no Pai Natal. Gosto das renas - principamente do Rudolph. Ou, por outras palavras, vou-me abster. Convictamente. E tristemente.

Por partes.
Votar no PSD - o meu partido de quase-sempre - não dá. Com aquele energúmeno como candidato a primeiro-ministro não dá mesmo. Preferia partir as duas pernitas três vezes.

Votar no PS... hmmmm... não. Desculpem lá mas não. O sôr engenhêro lembra-me em demasia o outro engenhêro, Guterres de seu nome. Muita parra e pouca uva. Já sei que vai ganhar e também já sei que vão ser mais quatro anos de miséria franciscana. Não passa uma única ideia válida naquela cabecita grisalha, apenas as vacuidades do costume.

Votar CDS. Desculpem lá, mas apesar da quantidade de charros da juventude, os poucos neurónios que restaram incólumes não são assim tão estúpidos.

CDU. Ná. Não gosto de cassetes e ainda me lembro bem demais daquilo que era a URSS.

Bloco. Como dizia o outro, you must be joking. Aquilo não é um partido, é uma agremiação de interesses.

É triste, mas não tenho alternativa senão abster-me. O panorama político actual é tão sofrível, tão mau e mesquinho que votar em qualquer um dos partidos é tão perigoso como comer aqueles peixitos japoneses que, ao não serem bem arranjados pelo cozinheiro, nos dão uma morte fulminante. A única diferença é que a morte que os nossos políticos nos provocam é lenta, sofrida mas, tal como o peixito, inexorável.

A minha única esperança é que tenhamos finalmente batido no fundo e que surjam personalidades dignas desse nome para dirigirem esta coisa a que chamamos país. E assim se prova que sou português dos quatro costados, sebastianista até ao fim.

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