A maior parte dos blogues, ou pelo menos a maior parte daqueles que frequento, são espaços de opinião e, acima de tudo, de discussão. Os "proprietários" postam e deixam um link em baixo - em cima, ao lado - para os visitantes opinarem ou dizerem disparates, havendo normalmente resposta ou justificação do autor. Não sendo este o caso, há um link de e-mail para o leitor enviar um comentário, saudação ou insulto.
Esta é a grande virtude do blogue relativamente aos media tradicionais: pode-se discutir em tempo real uma ideia, ler o que pensam os outros visitantes e, separando o trigo do inevitável joio, aprender qualquer coisita.
Quando me apercebi do fenómeno blog, lá para 2003, nunca me ocorreu consultar diariamente uma lista extensa de colunistas mais ou menos amadores, e muito menos me ocorreu criar e escrever num espaço deste tipo. Mas aos poucos apercebi-me daquilo que estava a perder, pelo menos enquanto leitor: uma visão multifacetada da realidade e da sociedade em que me insiro, opinativa e informada, que me permite aprender e manter-me informado praticamente sem o menor esforço - o que para um calão inveterado como eu não tem preço.
Há, claro, uma excepção: os blogues dos "políticos profissionais". Têm tudo o que os blogues têm (imagens, textos curtos, opiniões e disparates q.b.) menos aquilo que faz de um blogue um verdadeiro blogue: o espaço que permite a resposta, comentário, insulto ou disparate.
Isto acontece provavelmente porque o "político profissional" desta abençoada terrinha, pequenino de mente e de espírito, acha que não precisa de ouvir a opinião da "plebe", cheio que que está da sua razão e verdade. O Super Mário cabe inteiramente nesta categoria autista. Ao criticar e ridicularizar os candidatos concorrentes do Super Candidato sem permitir contestação ou direito de resposta reduziu-se à mais inútil forma de Comunicação da sociedade moderna: a publicidade.
1 comment:
Eles não permitem, mas não podem impedir que no blogue ao lado, como é o caso, se comente o que eles não permitem. A lei da rolha, felizmente, não é universal. Abraço.
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