No post anterior atrevi-me a falar da questão do aeroporto - não da Ota em si, mas de um putativo novo aeroporto. Creio que deixei claro porque acho perfeitamente asinino manter a Portela. Aquilo que não ficou claro foi a minha opinião quanto à localização, e acho que o devo fazer.
Um aeroporto a Sul do Tejo (a Sul mas apenas a 40/50 km) pode dinamizar toda a região industrial de Setúbal, Sines, etc., bem como facilitar a circulação turística do Alentejo e por aí fora.
Mas como é lógico, há uma condição sine qua non para esta escolha geográfica: há que requalificar, modernizar, aumentar e, acima de tudo, estabelecer uma nova estratégia para o aeroporto das Pedras Rubras. Nenhum novo aeroporto, a meu ver, deve retirar importância ao aeroporto do Porto (digam este bocado muito depressa), tendo em contas as aspirações (válidas e realistas) desta cidade relativamente à sua importância dentro do norte da Península Ibérica. Ao colocarmos um novo aeroporto a Norte de Lisboa estamos inevitavelmente a subalternizar o aeroporto do Porto e, indirectamente, a própria cidade. Se esta aspira a liderar economicamente a região norte da Península estamos a retirar-lhe uma mais-valia importante.
Daí achar que o aeroporto de Lisboa deve ficar a Sul ou a Este da cidade.
PS: eu sei que o aeroporto do Porto se chama Aeroporto Francisco Sá Carneiro, mas embirro um bocado com esta mania de rebaptizar locais que já têm nome enraizados, como Aeroporto das Pedras Rubras, Praça do Areeiro ou Ponte Salazar. Um dia falo disto.
1 comment:
Viva,
Confesso que não acho que o aeroporto Sá Carneiro (ou Pedras Rubras) sofra muito com um aeroporto na OTA. Principalmente no que toca à captação de passageiros da Galiza.
Poderá afectar, isso sim , a parte das mercadorias mas , mesmo assim, não vejo como o aeroporto na OTA poderá minimizar o aeroporto do Porto e seus principais objectivos (Norte e Galiza).
Abraço,
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