Não percebo nada de aviões. Ou de avionetas. Helicópteros então são um mistério absoluto, classificados na minha turtuosa mentezinha ao lado de mitos como dragões e arroz solto e seco. Mas o senso comum diz-me que haver um aeroporto no meio de uma cidade de quase um milhão de habitantes é um convite (sem RSVP) ao desastre do outro mundo. Assim, não percebo pelo menos metade desta polémica em torno da Ota. É mais ou menos óbvio que, qualquer que seja a sua capacidade, a Portela não pode existir enquanto aeroporto, aeródromo ou pista de aeromodelismo. Por muito que se diga que a sua desactivação vai afectar a cidade, o turismo e os pastéis de belém, basta considerar que as consequências de qualquer acidente vão afectar Lisboa e os seus habitantes muito mais do que a dita ida do aeroporto para Monção ou coisa que o valha.
Aquilo que se pode, e deve, discutir, é se a Ota é a melhor localização para um aeroporto internacional. Pormenores técnicos à parte, os quais nem tento perceber, parece-me que seria melhor ter o aeroporto a Sul do Tejo, e não a Norte. Por questões sociológicas e de desenvolvimento regional. A Norte existe Pedras Rubras, ainda válido como aeroporto. A Sul não há nada. Também não há, é certo, infraestruturas viárias credíveis que permitam que o fluxo de tráfego gerado por um aeroporto internacional ocorra ordenadamente, por exemplo (basta ver as filas matinais de acesso à ponte sobre o Tejo). Mas talvez valesse a pena considerar estes factores - o desenvolvimento global do país - principalmente porque estamos a falar de um investimento milionário.
1 comment:
iva,
Acho que estás a colocar o problema na "agulha certa". Se a Portela deve fechar a questão deve ser o onde e não o porquê. E é aí que eu confesso não ter a capacidade e a informação que me permitam dar uma resposta.
A sul do Tejo? Porque não! Apesar de a Sul existir um aeroporto que não podemos esquecer... o de Faro. Mas parece-me algo que não me causaria perplexidade...
Abraço,
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