January 02, 2006

Na semana passada (ou na anterior, já não sei) comprei a Visão. Garanto que é uma efeméride, porque normalmente basta-me comprar o Público ocasionalmente, consultar as notícias online e olhar para a SIC Notícias nos intervalos dos jogos de Playstation do meu filho (e meus). Às vezes ainda faço o esforço de ver a BBC World mas é raro. Mas desta vez não tinha trazido nada para ler à hora de almoço, nem ninguém a quem sarrazinar o juízo durante a refeição e, para além disso, a capa da revista era apelativa: tinha o Bono como ilustração e um flash a indicar, em grande, "Edição Para Guardar". Achei giro. Comprei.

Levei uma semanita, mais ou menos, para ler toda a revista (um Expresso, por exemplo, ocupa-me pelo menos quinze dias mas tem a vantagem de arder bem na lareira) e ao fim da dita semanita percebi porque é que a edição era para guardar. Pelo menos durante duas décadas. Não por fazer uma revisão superficial do ano que passou, ou por ter uma necrologia completa de personalidades conhecidas, mas porque foi talvez o exemplar publicado com mais gralhas, erros ortográfico e letras desaparecidas que alguma vez vi. É um autêntico festival de falta de profissionalismo, principalmente numa época em que qualquer processador de texto ou programa de paginação tem um correctorzito ortográfico e gramatical.
Será que custa muito fazer uma revisão do texto a publicar?

2 comments:

Ricardo said...

Caro João,

Ao ponto que chegamos em que nem a CS é uma garantia do bom português! Tu não tens revisor de texto e não encontrei gralhas...

Deve ser o problema da geração MSN que já nem a pontuação parece ser importante!

Abraço,

Lena said...

Esses gajos da concorrência não merecem aquilo que vendem...ou então até merecem e nós é que não merecemos sequer estar no mercado...enfim...