Nesta altura abrem-se as páginas de qualquer pasquim e aquilo que se lê ou está relacionado com o livro de Carrilho, ou com as escolhas de Scolari para a selecção. Normalmente para dizer mal de um e de outro e, no caso da selecção - assunto de importância estratégica para a Nação - para apresentar as diferentes escolhas que faria o comentador-jornalista-político-economista-almeida-chef.
Neste país dizer mal é O Desporto Nacional. Todos dizemos mal. De tudo e de todos. Dizemos mal do Governo, da Saúde, da Justiça, da Selecção, da Limpeza Pública, do Trânsito, do Cão da Vizinha, de Deus e do raio-que-nos-parta. E, fundamentados ou não, apresentamos soluções fabulosas (na verdadeira acepção da palavra) para tudo e mais alguma coisa. A "comunidade bloguista" é um bom exemplo disso.
É fácil e indolor, dizer mal. Infelizmente, muitas vezes não é inodoro.
O mais engraçado é observar os maledicentes, verdadeiros "especialistas dos grandes males da nação", serem totalmente incapazes de resolver os pequenos (por comparação) problemas com que se enfrentam diariamente no trabalho, em casa, no ambiente familiar, etc. Um qualquer Catedrático em Politiquês, no preciso momento em que rebenta um cano em casa nem se lembra da palavra "canalizador", quanto mais estancar a fuga. Se o filho tem problemas na escola culpa imediatamente o Sistema Escolar, sem pensar se pode fazer alguma coisa pelo rebento em casa, apoiando-o no estudo ou seja lá o que for.
Esta atitude observa-se em todas as classes sociais do país, desde o pedreiro que "sabe" de energia nuclear ao político que caiu na pasta de Obras Públicas de pára-quedas, mas ninguém lhe explicou como é que raio é que a pastita afinal se abre.
E, como bom tuga que sou, aqui estou eu a dizer mal.
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