
Não tenho nada contra o futebol. Nadinha mesmo. É um jogo como qualquer outro jogo de equipa, seja vólei, hóquei ou a estafeta quatro-por-cem.
Não tenho, também, nada contra os adeptos de futebol. Os normais. Na sua grande maioria são pessoas absolutamente normais que vibram com um desporto que apreciam. Há meia-dúzia de anormais nas claques organizadas, mas meia-dúzia de anormais há em todo o lado.
Por outro lado, compreedo em parte o fenómeno sociológico e antropológico que faz do futebol aquilo que é, bem como as reacções que provoca nas pessoas. Não vale a pena discursar sobre psicologia de massas, tribalismo e outras teorias do género. O ser humano é assim e "mai'nada".
Tenho, no entanto, muito contra o excesso de cobertura jornalística destes eventos. Que os meios de comunicação privados, nomeadamente as televisões, o façam, compreendo perfeitamente: audiências, share-ratings, aluguer de espaço publicitário e, acima de tudo, muito eurinho que dá um jeitão para pagar ao pessoal e os impostos no fim do mês. Agora que a RTP 1, estação obrigada ao conceito de serviço público, preencha 90% do seu tempo de antena ao Mundial não cabe na cabeça de ninguém, por muito tarado pelo futebol que seja. Ainda por cima que, à custa do dinheiro de todos nós, leve para a Alemanha jornalistas, equipas de filmagem, comentadores de desporto profissionais, amadores e o Marcelo Rebelo de Sousa é um perfeito escândalo.
O português médio (1,75m, barrigudo e ultimamente com menos pilosidade facial) acha bem, claro. Portugal é (!) a Selecção. Os portugueses só se podem rever na Selecção, que lá vai fazendo uns brilharetes: o resto do país é de um marasmo tal que só assim poderia ser. Mas se o português médio (1,75m, barrigudo e ultimamente com menos pilosidade facial) parasse 5 minutos para pensar veria o disparate completo que isto é, tal como foi construir dez estádios de futebol em 2004, para agora estarem ao abandono.
A mim, vale-me a Fox na TV Cabo. Vou ver o Deadwood.
1 comment:
Gosto de ver os jogos da Selecção! E até acho interessante o frenesim que se gera à volta dela!
Mas concordo que, como tudo, o que é demais é erro! E esta cobertura televisiva com os gastos que implica, é demais! Já para não falar que é preciso "ginástica" para conseguir ver outra coisa na televisão!
Post a Comment