
Ontem no meio do zapping, semi-morto de sono, paro na RTP-N e vejo a galeria dos cromos: Maria José Nogueira Pinto, Ricardo Sá Fernandes, Ruben Carvalho, Manuel Maria Carrilho e Carmona Rodrigues. Era o PEC. Não o Pagamento Especial por Conta - que pago trimestralmente quer esteja com lucro ou não - mas sim o Prós e Contras. O programa não é mau, mas a apresentadora devia abster-se de fazer "àpartes" e dizer piadas.
Cromo 1 (MJNP): disse demasiadas vezes que viabilizou o orçamento de 2007 porque isto e aquilo; falou muito do Plano Baixa Chiado e acabou-se. Foi pouco
Cromo 2 (RSF): segundo este senhor, Lisboa era óptima em Outubro de 1755 e não devia mudar nada, a não ser acabar com os automóveis na cidade.
Cromo 3 (RC): tentou documentar-se bem, meteu água com os números do orçamento e de resto recitou a cartilha do PCP muito bem.
Cromo 4 (MMC): mal-educado, pedante, sem uma única ideia. Um autêntico puto mimado.
Cromo 5 (CR): defendeu-se como lhe cabia e como podia, justificou muito mal os casos gritantes de má gestão e descobriu, ao fim de um ano, que é melhor começar a arrumar a casa antes de iniciar a gestão da Cidade.
Moral da estória: se fosse munícipe, votava em Carmona Rodrigues. Ou mudava-me para Barcelona.
Moral da estória 2: Não há a menor ideia do que se quer para o futuro de Lisboa dentro das cabecinhas dirigentes. Nada. Zerinho.
Lisboa é uma cidade milenar - 2500 anos, mais século menos século - monumental, ribeirinha, com uma luz e orografia notáveis. O suficiente para a tornar um destino turísico de excelência. Está a meio caminho da América e da Europa-a-Sério, o que lhe dá condições de ser um centro empresarial óptimo. Tem condições climáticas e infra-estruturas que a tornam atractiva para o mercado residencial médio-elevado. E assim sucessivamente.
Com estas vantagens, e ignorando as desvantagens que também tem, qual é o futuro preconizado para a cidade? Alguém já tentou pensar nisso? É fácil dizer, alto e bom-som, "Nem mais um carro para Lisboa" como faz Sá Fernandes, mas e o resto?
É mais ou menos como o resto do país: governa-se o hoje, só.
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