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Fim-de-semana com os filhotes impõe, sempre, um "banho de cultura". Logo, após um salto a esse antro literário que é a BD Mania - onde se gastam rios de dinheiro num ápice - toca de calcorrear as ruas do Bairro, para lhes mostrar o que é a verdadeira Lisboa: aquela Lisboa que não é asséptica como a Expo ou cosmopolita como a Avenida, mas a Lisboa dos bairros, das aldeolas dentro da cidade, das pessoas, dos cheiros e dos barulhos, das lojecas inúteis e dos cafés e tascas malcheirosos, das paredes decoradas com cartazes, graffitis e desenhos que levam qualquer pai a engasgar-se no momento da explicação.
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A Lisboa que o pai conheceu principalmente de noite, diga-se, mas que tem um encanto formidável de dia. Principalmente pelos contrastes, entre a loja da Fátima Lopes e a mercearia da D. Joaquina; entre o Sr. Horácio vestido com o mesmo casaco desde 1963 e o puto urbano-depressivo com aquela cara de auto-confiança para consumo externo... entre o condomínio de luxo com parqueamento privado e os estendais cobertos de roupa interior esticados nos varandins.
Foi uma tarde divertida, mas tenho de os ensinar a não utilizar tanto o dedo indicador. Pode ter consequências violentas.
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