May 23, 2007

autoridade

Um professor decidiu gozar com o nosso doutor/engenheiro/arquitecto Primeiro-Ministro. Uma zelosa directora regional de educação, militante do PS, achou que o melhor era punir o infractor exemplarmente, não fosse tornar-se hábito gozar com o Sr. Sousa (o Sócrates).

Típico de uma República das Bananas, não de uma democracia.
Basta olhar para um cartoon americano para ver como se goza com um presidente - personagem bastante "gozável", por sinal. Ou olhar para a tradição inglesa, que goza com monarcas, primeiro-ministros e vulgares ministros há 3 séculos da forma mais mordaz possível.

Mas a senhora achou que fazer pouco do Sr. Sousa era demais. Perigoso até!
Deviam ter explicado à senhora que em democracia se pode - e deve - satirizar os governantes. Faz parte. É saudável. E legítimo. Para além disso, o Nosso Primeiro é um personagem digno de ser gozado à tripa-forra, com a sua posesinha de tirano de pacotilha, os seus ares moralistas de virgem incomodada e o seu discurso de quem é superior a tudo e todos.
Claro que com a trapalhada da Independente, expôs-se ao ridículo, quer de populares quer de "sôres" professores. Já não bastava usar um qualquer apelido do meio do nome - Sócrates - para fugir ao estigma do canalizador - José Sousa - como também se chega à conclusão que é tão engenheiro como o dito canalizador. Evidentemente, goza-se!

Voltando à senhora directora regional, há que punir também. Se quem tem autoridade e poder não os sabe exercer, então há que lhe retirar essas faculdades.

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