O PS foi a votos. E, claro, elegeu o candidato favorito. Com uma margem enorme, ainda por cima. Até agora, tudo bem: é o processo democrático, as pessoas escolhem quem querem... yada yada yada. Isto não é bem verdade: os militantes do PS escolheram entre os candidatos que se lhes foram apresentados, nada mais. E escolheram o mal menor.
João Soares, politicamente, é uma nódoa. É verdade que foi dos menos maus presidentes da CML. E tem (algumas) ideias. Mas, para além de ser inapresentável, tem o estigma de ser o filho-do-papá.
Manuel Alegre tem ideias. Muitas. A maior parte delas boas. Mas não é credível como primeiro-ministro.
José Sócrates, por outro lado, fala bem. Tem nome de filósofo. Veste Armani. Tem um discurso politicamente correcto. Foi ministro. Sofrível. É relativamente novo. Estava ganho o Congresso.
Aquilo de que os militantes do PS não se aperceberam foi que estavam a eleger o Santana Lopes de esquerda. O homem não tem uma ideia original, nem um projecto para o país: simplesmente, quer governar. À semelhança da maior parte dos políticos nesta terrinha, quer o poder apenas pelo poder, não fazendo a mínima ideia do que fazer com esse poder para beneficiar os portugueses.
Temos a Santa Trindade a governar os partidos políticos: Santana, Sócrates e Portas. Junte-se-lhes o Francisco Louçã e temos o quadro da Anunciação completo.
Estamos pouco lixa....
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