O Público de hoje, no Caderno de Computadores, traz um artigo surpreendente, onde se afirma que a web vai acabar tal como a conhecemos. Afirma-se no artigo que "[a web] morreu ou está a morrer, cheia de vírus (informáticos) e de pornografia".
HA!
A web é o sucesso que é pela sua liberdade, pela inexistência de barreiras ou censura. É apenas isto a causa do seu sucesso. Evidentemente que esta liberdade tem um preço: neste caso os vírus (que não me afectam minimamente), a pornografia (no comments), a expressão de pontos de vista extremistas (não-interessa-quem über alles) e outros "sítios" divertidos onde se aprende a fabricar as coisas mais incríveis, desde cocktails molotov a mísseis terra-ar (passando pela receita de pato com banana).
Tentar criar barreiras na web é o mesmo que a exterminar. A maior parte dos sites lucrativos na web são os de cariz sexual porque é o que as pessoas (leia-se os homens) querem. Porque ali têm a privacidade e os conteúdos necessários para darem largas às suas taras e desejos. Basta passear num open space de um escritório depois das 7 da tarde para ver a quantidade de gestos frenéticos para desligar o monitor ou mudar de aplicação. Não deve ser por estarem a ver o site oficial do Vaticano concerteza.
Com todos os seus defeitos, a web é uma ferramenta de comunicação fabulosa. Infelizmente, não é um meio eficaz para as grandes empresas passarem a sua "mensagem" (publicidade). Infelizmente, os Estados não a podem controlar, como a Coreia do Norte e outros países iluminados sabem bem, fazendo tudo para impedir que os seus cidadãos tenham livre acesso à "rede". Mas é o único meio de comunicação verdadeiramente democrata (para ser franco, é mais anárquico que democrático...), onde todos, de toda a parte, podem comunicar e interagir livremente. Se o preço a pagar são meia dúzia de vírus ou umas quantas senhoras (e homens... e papagaios...) a agasalhar-o-palhacinho, creio que vale o preço.
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