Acabaram-se as eleições por três anos. Saldo? Um grande vencedor, Cavaco Silva, com uma votação à primeira volta de todo inédita, e um vencedor menor, Manuel Alegre, que provou ser melhor aposta para a Esquerda que Soares; um grande vencido, Mário Soares, que parece só ter percebido ontem às 20:00h que a sua personalidade não vale tanto como pensava, e um pequeno vencido, Louçã, que pelos vistos não vale tanto como o Bloco.
O destaque do dia? A falta de cultura, democrática e não só, e de educação do primeiro-ministro. Há profissões onde a arrogância não tem lugar, de todo.
Daqui a três anos e meio - espero - estaremos a discutir novas eleições. Boas férias.
4 comments:
Espero que este "the end" não seja O "the end". Vamos lá, meu caro, o alerta crítico não pode acabar aqui, nem acabar por aqui.
Caro hmémnon: o "the end" aplica-se, por um lado, ao ciclo eleitoral que se finou e, por outro (apesar de não o ter deixado explícito), ao fim da carreira política activa de Soares - acho eu.
Acabar com o blog, nem pensar. Como bom tuga que sou, não iria desperdiçar um espaço onde posso dizer mal de tudo e todos, impunemente.
Tenho umas saudáveis discordãncias com o que escreveste:
"Manuel Alegre, que provou ser melhor aposta para a Esquerda que Soares"
Isso só é verdade se não estiveres a pensar na aposta do PS. Por uma razão simples... é que o eleitorado que Alegre foi buscar fora da influência dos eleitores socialistas não teria conquistado com o apoio oficial do PS. Por isso estas contas são difíceis de fazer!
"Mário Soares, que parece só ter percebido ontem às 20:00h que a sua personalidade não vale tanto como pensava"
Também não estou de acordo! Na política Soares já teve muitos maus resultados e muitos bons resultados. O perfil tem que encaixar no contexto e este era-lhe desfavorável. Neste momento o eleitorado quis candidatos que também estivessem desiludidos com os partidos. Noutro contexto, por exemplo se Durão Barroso estivesse no poder, podia ter sido diferente. Por isso cada personalidade vale o que vale em determinado contexto.
"A falta de cultura, democrática e não só, e de educação do primeiro-ministro."
Perfeitamente de acordo!
Boas férias,
João, olha que o que se escreve nos blogues só fica impune se o visado assim o entender... informa-te bem. Mesmo isto dos niks e afins, no momento da verdade, de nada serve. De qualquer das formas, vamos a eles. Sem medos!
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