April 20, 2006

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Há um ano atrás meio mundo deu na cabeça de Bagão Félix e, principalmente, de Santana Lopes, porque o défice das contas do Estado era de 5,2%. Bem acima do valor de 3% indicado pela União.

Agora o défice é de 6%. Ninguém se insurge. Os jornalistas estão caladinhos que nem ratos. O governador do Banco de Portugal perdeu o pio. Ninguém apelida o primeiro-ministro de incompetente, ou utiliza qualquer outro miminho para caracterizar o personagem.
O problema não é terem tratado Santana como se fosse atrasado mental, porque ele é retardado de certezinha absoluta. Não é isso que está em causa. Aquilo que importa é o princípio da equidade, que tem de ser aplicado por aqueles que fazem disso a sua profissão: os jornalistas e, acima de tudo, o governador do Banco de Portugal.

As preferências partidárias ou ideológicas não podem servir para desculpar ou encapotar a realidade dos factos: este PM é tão mau como os anteriores. E, consequentemente, tanto os nossos jornalistas como Constâncio são péssimos profissionais.

1 comment:

S. said...

Eu acho é que os assessores estão a trabalhar bem.
Se continuarmos a gritar que este país se está a afundar, quem ainda não se molhou vai acabar por se atirar ao mar. Agora que as coisas estão piores do que quando gritávamos que estava tudo perdido, é que é preciso ter um discurso mais positivo.
Já basta de estar mal e dizerem-nos que só vamos ficar pior. Se estamos perdidos, aos menos que nos digam que ainda nos vamos achar, para não desmotivar a meia duzia de crentes que ainda podem fazer alguma coisa por este barco furado.