
Dei agora uma vista d'olhos ao Cidade Surpreendente e ia-me dando um treco. Uma coisinha má.
Então não é que os alarves (alarbes?) responsáveis pela Cidade do Porto transformaram a Avenida dos Aliados - na minha opinião uma das mais bonitas avenidas do país - num aborto de paralelo e cimento?
Até agora tenho apreciado, de certa forma, a actuação de Rui Rio à frente da CMP mas depois disto acho que o homem deve ser sodomizado por uma multidão em fúria.
Apesar de ter nascido no Porto, vivi e cresci em Lisboa. Mas algumas das minhas melhores recordações de infância são do Porto e nomeadamente dos Aliados, onde passeava com os meus pais e, se bem me lembro, a minha perspectiva era de muitos joelhos de muita gente e de muitas flores nos canteiros.
Depois disto ainda querem dar mais responsabilidades aos municípios? Cambada de labregos.
PS: Uma dúvida me assalta... porque é que os tripeiros não impediram este disparate?
3 comments:
Não pense que não tentámos. O caso está em Tribunal.
Se quiser ficar informado sobre o assunto tem muito com que se entreter
aqui
Já lá não passo há uns tempos mas tive a esperança de que a coisa não tivesse ficado assim tão má...
Quando andava na faculdade, no regresso das noites de borga, a passagem pela Avenida do Aliados era obrigatória! Como que para nos desejar "bons sonhos!"
Agora, provavelmente, teríamos pesadelos!
Mas que insistência em não gostar!!
Desculpem lá isto dito assim por alguém que já queimou fitas na Avenidas dos Aliados, já lá passou o ano várias vezes e até mesmo o milénio, já lá foi a manifs, já lá apanhou o autocarro todos os dias de vários anos inteiros, já lá foi só passear ou simplesmente não fazer nadinha: TÁ MUITO BEM!!! Parabéns ao Siza!! (E eu nem costumo gostar dos "projeitos do sinhuor arquiteito")
Tá espaçosa, ampla, bonita e ainda tem mais árvores do que tinha antes. Só não tem os canteiros rançosos que tinha. Pronto, faltam os banquinhos para o pessoal se sentar e conviver (puseram lá umas cadeirinhas ridículas atadas ao chão com um fio de aço - podem rir agora - e um tanque que reflecte a ominipresente cabana do Rio), mas isso resolve-se.
Ao Porto não faltam jardins, nem parques, nem miradouros. Faltava, sim, uma praça ampla que, a bem das manifestações populares de celebração ou indignação, deve ser ampla para caber mais gente. Agora já temos.
Quem quiser a Praça como era dantes, pode coleccionar as fotos do antigamente. E eu digo COLECCIONAR porque a Praça e a Avenida dos Aliados já tiveram tantos desenhos (com jardim, com mais jardim, com menos jardim (agora com nenhum jardim), com o D.Pedro virado para Sul, virado para Norte, com mais passeio e menos estrada, com mais estrada e menos passeio, com arabescos no chão de calçada, sem calçada, com calçada esburacada, com carroças e bois, com metro, sem metro, com autocarros, com carros e "óh Boi!", com taxis, sem trânsito , com pombas, com mais pombas e agora quase sem pombas. Ufa!
Dá para uma caderneta grossa.
A julgar pelo andar da procissão, descansem os insatisfeitos, isto não há-se ficar assim para sempre.
Mas é obra para durar.
Eu gosto.
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