January 23, 2007

nojo

Um político desiste das suas funções na CML porque não tem o dom da ubiquidade, e como é deputado à AR e a sua "paixão" é o Parlamento, escolhe este.
Uma semana depois deste anúncio, em público, com meia-dúzia de jornalistas sabujos a tentarem enfiar-lhe um microfone ou um telemóvel por uma narina acima, sabe-se que afinal o tal político foi nomeado - pelo Governo - Embaixador na UNESCO. E aceitou. Afinal a sua paixão pelo Parlamento era fugaz... uma espécie de one-night-stand.

Como o dito é Manuel Maria Carrilho, graças a Deus que vai para a UNESCO e não para o Parlamento. O que não quer dizer que a nossa classe política não meta nojo de qualquer modo.

1 comment:

Ricardo said...

Viva João,

É assim que os políticos perdem credibilidade. Mais valia, na altura das eleições, serem claros, ou seja, deixassem bem definido que se não ganhassem não iam exercer funções (vereador). Ao decidirem exercer confesso que já era irritante a oposição perder votações porque o vereador estava noutra votação no Parlamento. Daí ser natural a saída como vereador. O pior é que esta é justificada por este não se conseguir desdobrar quando todos já sabíamos que havia um terceiro cargo envolvido. Mais valia ter sido frontal como era o seu apanágio.

Abraço,